Portugueses já pouparam mais de 82 milhões com remédios
Esta poupança ficou a dever-se não à quebra do consumo de fármacos, pois o número de embalagens vendidas subiu ligeiramente (mais 133 mil embalagens), mas sim à constante quebra dos preços dos medicamentos, sobretudo do mercado de genéricos.
Esta tendência de redução da despesa com medicamentos vem-se verificando nos últimos meses e Outubro não foi excepção. Para os primeiros dez meses do ano estão apenas disponíveis os dados relativos à despesa do SNS, que caiu 10,1% face ao mesmo período do ano passado.
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De acordo com o relatório de Outubro do Infarmed, a que o Negócios teve acesso, uma das explicações para a constante quebra da despesa nas farmácias deve-se ao aumento da quota de medicamentos genéricos que de Janeiro a Setembro, e só no mercado dos medicamentos comparticipados, atingiu uma quota de 34,8% do total de embalagens vendidas, comparando com 29,8% em igual período de 2011.
O aumento do consumo de genéricos resulta em grande medida da entrada em vigor da lei que obriga os médicos a prescreverem os medicamentos por denominação comum internacional (DCI) e que dá ao utente a possibilidade de escolher na farmácia o medicamento mais barato.
O aumento do consumo de genéricos tem acompanhado a quebra dos preços dos mesmos. O mercado de genéricos foi de resto o que mais contraiu no último ano. O preço médio destes medicamentos situava-se, em Outubro, nos 6,58 euros, menos 37% do que em igual período de 2011. Mas não foram só os genéricos a registar uma baixa dos preços. Os medicamentos de marca também estão, em média, 18% mais baratos do que em Outubro do ano passado (13,20 euros).
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De realçar que a taxa de comparticipação suportada pelo SNS nos medicamentos aumentou para 64,24% face à média de 63,13% em 2011.
"Os resultados apresentados são consistentes com uma política do medicamento que se tem centrado na redução de remunerações de todos os agentes do circuito do medicamento (indústria farmacêutica, distribuidores e farmácias)", disse ao Negócios fonte oficial do Ministério da Saúde. No próximo ano, a despesa terá de voltar a cair.
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