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"Em março senti-me sozinho, hoje somos europeus", diz presidente do Infarmed

O presidente do Infarmed destaca a solidariedade e entreajuda europeia no combate à pandemia, por contraste com a situação que se vivia em março, quando surgiram os primeiros casos de covid-19 em Portugal.

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Filipe S. Fernandes 13 de Outubro de 2020 às 20:05
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"Temos de estar atento à evolução e já reunimos com os setores que regulamos para nos preparamos porque vamos continuar a ter de ter estes meios ao nosso alcance", diz Rui Santos Ivo, presidente do Infarmed, durante a conferência digital Investir em Saúde no Pós Covid-19, organizada pela Janssen e o Jornal de Negócios.

A disponibilização de meios terapêuticos e de equipamentos de proteção foi feita em articulação com a indústria farmacêutica, entre outras. "Temos de continuar e de evoluir para novas formas de colaboração", frisa.

"Estou numa rede que extravasa as nossas fronteiras e sinto isso". Mas, recordou que, em março, se "sentiu sozinho a tentar encontrar equipamentos e respostas, agora sinto que estou com todos os meus colegas europeus e a encontrar soluções em conjunto, já não somos 10 milhões mas 500 milhões a fazer isso".

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"Estamos a fazer com muita precaução e exigência a eventual existência de vacinas". "No SNS a parte dos medicamentos está assegurada mas não se pode esquecer que temos dificuldades que são transversais ao mundo. Podemos ter em algumas situações capacidade limitada de disponibilização de produtos se eles não estiverem a ser produzidos em quantidade porque vêm de outras origens", nota. Na primeira fase da pandemia "não tivemos constrangimentos graves de nos hospitais os medicamentos e os equipamentos não estarem disponíveis".

 

Nunca tanto foi investido em tão pouco tempo

"Nunca tanto foi investido em tão pouco tempo em termos mundiais, nunca uma indústria investiu tanto tempo, tantos recursos, tanto dinheiro, tanto tempo numa solução que é a vacina e que tem a ver muito com colaboração entre diversas empresas, instituições de saúde, médicos, enfermeiros e que inclui as autoridades de saúde de todo o mundo", referiu João Almeida Lopes, Presidente da APIFARMA.

Adiantou ainda que tem de se assegurar que os passos foram cumpridos e que a segurança está assegurada dentro das regras. "O que está a acontecer é o minorar de alguma burocracia que nas sociedades desenvolvidas existe e isso é positivo", assinalou.

Os sistemas de saúde têm de caminhar no esforço da prevenção, do disgnóstico precoce, no tratamento com qualidade e com resultados e com uma reabilitação, é uma ideia partilhada por Ricardo Mestre e Ricardo Batista Leite. Rivcardo Mestre referiu as USF (Unidades de Saúde Familiar) nos cuidados de saúde primários e a criação durante a pandemia de cuidados integrados, com profissionais que se organizam em torno de resultados. "Temos todos de ser mais eficientes e partilhar o risco e os resultados e conseguir mais financiamentos", sublinhou Ricardo Mestre. Referiu ainda a tele-saúde e a transformação digital em pouco mais de nove meses.

Ricardo Baptista Leite defendeu que no pós-pandemia a Direção Geral de Saúde deve ser extinta e dar lugar a três organismos. O primeiro que junte saúde pública, defesa e proteção civil para emergências sanitárias e ameaças biológicas, o segundo o da saúde pública pura e dura e das orientações clínicas e uma agência de dados em saúde para poder ambicionar ser um líder em inovação e pode servir para mudar o modelo de financiamento em saúde.

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