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Ministro da Agricultura preocupado com baixa execução dos fundos comunitários

O ministro da Agricultura manifestou a sua preocupação com o baixo grau de execução do novo quadro comunitário, que em Setembro se fixava nos 9%, destacando que o país "não se pode dar ao luxo" de desperdiçar estes fundos.

Ministro da Agricultura - Capoulas Santos
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 08 de Dezembro de 2015 às 00:44
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"O grau de execução do novo quadro comunitário de apoio é muito baixo, já que os dados de execução que temos até ao mês de Setembro apontam para uma execução de apenas 9%", afirmou aos jornalistas Luís Capoulas Santos, na segunda-feira, no final de uma reunião com representantes da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

 

E realçou: "Ao fim de quase dois anos de início de funções de um quadro, o último dos quais já foi um período de execução normal, e em que a execução em termos de novas aprovações é muito baixa, e em que há pessoas que aguardam há muitos meses por decisões, naturalmente que isso constitui uma grande preocupação".

 

Capoulas Santos disse que esta é uma preocupação que partilha com os agricultores e que tudo fará para "rapidamente ultrapassar" a situação. "Eu já estive no Governo, já fui responsável por um quadro comunitário de apoio, e esse quadro foi executado a 100% até ao último cêntimo e é isso que tenho a certeza que vai suceder com este quadro", vincou, acrescentando que "o país não se pode dar ao luxo de desaproveitar fundos comunitários".

 

De resto, o ministro disse que esperava que os fundos comunitários, nesta altura, "estivessem melhor dotados financeiramente e que estivessem num grau de execução já em termos de velocidade de cruzeiro, uma vez que vão decorridos dois anos desde que o período de execução começou".

 

Segundo Capoulas Santos, "o que se espera da equipa do ministério é que resolva os problemas" e é isso que a equipa que lidera vai fazer. "Estou convencido que com a máquina do ministério e a boa equipa técnica que possui, apesar da grande redução nos últimos anos, e com o apoio dos agricultores e das suas associações, conseguiremos por rapidamente por em velocidade de cruzeiro os principais elementos de política onde, obviamente, se incluem os financeiros", sublinhou.

 

De resto, o governante considerou que o encontro com a CAP foi "muito cordial" e que "está criado um bom clima de trabalho com esta organização".

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