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Filha mais nova de Américo Amorim faz aliança com “enólogo do Papa”

O italiano Riccardo Cotarella, uma das vozes mais respeitadas e influentes da enologia mundial, aterra nas propriedades lideradas por Luísa Amorim - a Quinta Nova no Douro, Taboadella no Dão, e Herdade Aldeia de Cima no Alentejo, esta última um projeto pessoal de Luísa.

Luísa Amorim e Riccardo Cotarella (sentados) com os três enólogos residentes.
Luísa Amorim e Riccardo Cotarella (sentados) com os três enólogos residentes. D.R.
22 de Janeiro de 2026 às 21:38

Nascido em 1948 na aldeia de Monterubiaglio, perto de Orvieto, na região da italiana da Úmbria, Itália, Riccardo Cotarella lançou recentemente a sua autobiografia oficial, intitulada “Il vino e la vita. La mia storia”.

Aos 78 anos, desempenha funções de grande relevância institucional, sendo presidente nacional da Assoenologi, a associação italiana de enólogos, e também lidera a União Internacional de Enólogos.

É frequentemente referido como o “enólogo do Papa”, devido ao seu trabalho com o Vaticano, e assina igualmente vinhos para diversas personalidades e celebridades, entre as quais o cantor Sting, além de colaborar com várias empresas nacionais e internacionais de elevado prestígio.

Ora, a experiência e a sensibilidade de Riccardo Cotarella, uma das vozes mais respeitadas e influentes da enologia mundial, chegam agora à viticultura de montanha em Portugal, com o enólogo italiano a colaborar com as três propriedades do grupo Amorim, que são lideradas por Luísa Amorim – a Quinta Nova no Douro, Taboadella no Dão, e Herdade Aldeia de Cima no Alentejo, esta última um projeto pessoal da mais nova das três irmãs herdeiras.

“A amizade de longa data entre as famílias Amorim e Cotarella, unidas pela mesma paixão pelo vinho, atravessa agora fronteiras e saberes”, começa por frisar o grupo Amorim, em comunicado.

O objetivo “é aprofundar o diálogo e o conhecimento entre dois dos grandes países do vinho a nível mundial, Portugal e Itália, que, ao longo dos séculos, desenvolveram uma observação empírica do seu vasto património genético e das suas práticas vitivinícolas ancestrais”.

“Portugal tem uma inteligência verdadeiramente única para o lote”

“Nos projetos liderado por Luisa Amorim encontrei uma profunda atenção ao detalhe e ao saber-fazer local, com cada propriedade a ter a sua própria equipa de viticultura e enologia, pessoas muito experientes e sábias na viticultura de montanha, com um enorme respeito pela filosofia da viticultura em mosaico, que explora nano e micro-parcelas de castas nativas, portuguesas”, afirma Riccardo Cotarella.

Acrescenta ainda que “Portugal tem uma inteligência verdadeiramente única para o lote. A forma natural como estes grandes enólogos combinam dezenas de variedades nativas, preservando o equilíbrio e a identidade de cada vinho, é uma arte rara que nunca tinha presenciado no mundo”, enfatiza.

“Trabalhar aqui é realmente inspirador: há rigor, sensibilidade e uma harmonia natural que transforma a complexidade em beleza, criando as condições para produzir vinhos de verdadeira expressão global. Eu próprio venho aqui para aprender e para partilhar”, diz Riccardo Cotarella, comentando a sua primeira colaboração de sempre em Portugal.

Por seu lado, Luísa Amorim afirma que “trabalhar com o Riccardo Cotarella é ganhar sabedoria e transmitir conhecimento com a confiança de um grande amigo”.

“A sua atenção meticulosa à maturação fenólica, à microvinificação e à pureza varietal, aliada a uma vasta experiência em propriedades icónicas italianas e internacionais, faz deste grande enólogo um verdadeiro mestre na elevação de cada ‘terroir’ à mais alta expressão de excelência”, sublinha Luisa Amorim.

“Dois mundos enológicos distintos, duas mentes que respeitam a identidade de cada origem e a respetiva cultura”, e um grupo de enólogos residentes com vasta experiência trabalham agora em conjunto: António Bastos e Eduardo Leite são os enólogos da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo (Douro), Rodrigo Costa da Taboadella (Dão) e António Cavalheiro da Herdade Aldeia de Cima (Alentejo).

“Mais do que uma colaboração técnica, este é um encontro entre gerações e geografias. Uma aliança cultural e humana que reforça o papel de Portugal no mapa mundial do vinho”, remata o grupo Amorim.

 

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