Concorrência brasileira impõe condições à Camargo para ficar na Cimpor
A Camargo terá de vender alguns activos e, também, investir em inovação e pesquisa para o desenvolvimento de tecnologia, segundo o “Valor Económico”. Os investimentos que deverão ser realizados nos próximos anos não foram anunciados pelo CADE. Segundo a Bloomberg, a empresa presidida por José Édison (na foto) terá de vender activos de cimento em São Paulo.
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"As condições garantem que esses activos vão receber determinados fornecimentos de produtos e assistências técnicas", disse o conselheiro Alessandro Octaviani aos jornalistas, citado pelo "Valor Económico".
Entretanto, o CADE pediu, também, que a Votorantim saísse do capital da Cimpor, o que está já previsto no acordo com a Camargo - vendeu a sua participação à outra empresa brasileira com base numa troca de activos. A Votorantim viu ser-lhe chumbada a sua presença na Cimpor, adquirida em 2010, comprada à Lafarge.
A Votorantim, que chega a ter uma posição de 70% no mercado em alguns segmentos segundo o CADE, não poderá fazer mais aquisições no país. Terá de seguir um crescimento com o aumento da sua produção.
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Estas decisões não foram recebidas com surpresa. Precisamente porque já esperavam, pelo menos desde Maio quando o procurador-geral do CADE revelou a sua posição sobre a operação, que fossem impostos remédios a esta operação.
Devido a essas limitações, as duas empresas assinaram um acordo de troca de activos, através do qual a Votorantim saírá do capital da Cimpor.
No âmbito das permutas de activos que a Camargo já anunciou ter intenção de fazer, a Cimpor vai ficar com os activos da InterCement (da Camargo Corrêa) na América do Sul e Angola. Já os activos da cimenteira portuguesa na China, Índia, Marrocos, Tunísia, Turquia, Peru e parte dos activos de Espanha passarão a ser da Votorantim, por troca dos 21,2% que detém na empresa.
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