Alargamento da ferrovia Contumil-Ermesinde custará 113,5 milhões e vai demorar 46 meses

Segundo a IP, a quadruplicação da Linha do Minho integra o Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030) e prevê a duplicação da atual via dupla entre Contumil e Ermesinde, incluindo a reformulação da Estação de Contumil, no Porto, da Estação de Rio Tinto, em Gondomar, e do Apeadeiro de Águas Santas, na Maia. A empreitada ficará a cargo da Mota Engil e terá início de imediato.
Miguel Pinto Luz na cerimónia de assinatura do auto de consignação
José Coelho / Lusa
Lusa 17:47

O alargamento para quatro vias da ferrovia entre Contumil e Ermesinde vai custar 113,5 milhões de euros e tem um prazo de execução de 46 meses, foi anunciado esta sexta-feira na cerimónia de assinatura do auto de consignação.

A empreitada ficará a cargo da Mota Engil e terá início de imediato, acrescentou à Lusa fonte da Infraestruturas de Portugal (IP).

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Segundo a IP, a quadruplicação da Linha do Minho integra o Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030) e prevê a duplicação da atual via dupla entre Contumil e Ermesinde, incluindo a reformulação da Estação de Contumil, no Porto, da Estação de Rio Tinto, em Gondomar, e do Apeadeiro de Águas Santas, na Maia.

Da empreitada fazem também parte alterações na Estação de Campanhã, no Porto, e ajustamentos de 'layout' nas estações de Contumil e de Ermesinde, em Valongo, adaptação de obras de arte e construção de novas infraestruturas, incluindo passagens inferiores e superiores, viadutos e pontões, supressão de passagens de nível rodoviárias e pedonais, lê-se ainda.

Registo ainda, acrescenta a IP, para a construção de estruturas de contenção e intervenções em passagens hidráulicas e a criação de zonas de estacionamento e melhoria global das condições de segurança e fiabilidade da infraestrutura.

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A empreitada hoje consignada representa um investimento de cerca de 113,5 milhões de euros e incide no troço compreendido entre o topo norte da Estação de Contumil e a entrada da Estação de Ermesinde, entre os quilómetros 2,500 e 8,040, lê-se ainda na informação distribuída.

A conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2030, avança a IP.

Estão previstas demolições de 87 edifícios, dos quais cerca de 15 habitações, de acordo com a listagem das edificações a demolir consultada pela Lusa.

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O projeto inclui ainda a beneficiação do apeadeiro de Águas Santas/Palmilheira, que manterá a separação dos dois apeadeiros (ao contrário do previsto num projeto anterior) e da estação de Rio Tinto, ligando-a através de uma alameda pedonal e parque de estacionamento até à estação de Campainha do Metro do Porto.

Na apresentação do projeto, o responsável da IP, Castro Fernandes previu que uma vez concluída a obra aumentará em 30% o volume de mercadorias em circulação e até 50% o número de passageiros.

A totalidade do investimento, disse, será de 226 milhões de euros.

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O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz afirmou o empenho do Governo em ter "uma região Norte mais pujante" e disse que as políticas implementadas são "um esforço para não desperdiçar uma parte importante de Portugal".

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, elogiou o "investimento público significativo" na cidade que a obra significa e considerou que a Estação de Campanhã "é uma das portas do futuro do Porto".

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