Alemã Infineon começou com 60 e já tem 1.000 trabalhadores na Maia
Em 1998, era inaugurada a fábrica da Siemens em Vila do Conde, tendo no ano seguinte passado para a Infineon, após o “spin-off” da divisão de semicondutores da casa-mãe alemã.
Neste período, a fábrica consolidou-se como um centro de excelência na produção de memórias RAM.
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Em 2006, a Infineon decidiu separar o seu negócio de memórias, criando a Qimonda como uma entidade independente, com a subsidiária portuguesa a tronar-se rapidamente a maior exportadora do país, com vendas que chegaram a ultrapassar os 1,4 mil milhões de euros.
Mas a queda abrupta dos preços das memórias no mercado global e a falência da casa-mãe em Dresden precipitaram a crise, com a Qimonda Portugal a declarar insolvência em 2009 após o fracasso de planos de resgate financeiro, afetando perto de dois mil trabalhadores.
Em 2017, a norte-americana Amkor Technology adquiriu a antiga unidade da Qimonda em Vila do Conde, reativando e expandindo a operação de teste e empacotamento de semicondutores e onde emprega mais de mil pessoas.
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Ora, em 2003, a Infineon tinha instalado no TecMaia – Parque de Ciência e Tecnologia da Maia um centro de serviços de contabilidade, com 60 pessoas, que viria a tornar-se um centro estratégico interno de serviços globais que apoia as áreas financeira, tecnologias de informação, cadeia de abastecimento e muitas outras áreas.
O crescimento contínuo de diferentes funções na Infineon, em Portugal, e o respetivo aumento do âmbito e das competências, levaram à mudança de nome Infineon Technologies Shared Service Center (IFSSC) para Infineon Technologies Business Solutions (IFBP) em 2024.
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“A IFBP aumentou a sua força de trabalho em mais de 20% nos últimos anos e esperamos que este crescimento continue no atual ano fiscal”, adiantou ao Negócios a sua diretora-geral, Joana Marques, prevendo fazer 150 novas contratações este ano.
Prestadora de serviços interna para “mais de 75 entidades legais da Infineon em todo o mundo”, na IFBP emprega atualmente cerca de mil trabalhadores “altamente qualificados”, de 26 nacionalidades, que prestam serviços de “back-office” em áreas como recursos humanos, compras, finanças e muitas outras funções.
“Além disso, impulsionam continuamente soluções de digitalização e automação para a empresa a nível global”, realçou Joana Marques.
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Na IFBP, que inaugurou um novo edifício no ano passado, decorre esta segunda-feira, 23 de março, o evento “Shaping the Future Together”, no TecMaia, iniciativa que tem como foco os mais recentes desenvolvimentos e investimentos da Infineon em Portugal, assim como “a visão da empresa para um futuro em que tecnologia e sustentabilidade se articulam para reforçar a inovação e o crescimento económico”.
Entre outros oradores nacionais e internacionais, o debate conta com a presença de Sven Schneider, CFO da Infineon Technologies, que realçou “a grande história de sucesso da IFBP: "Com os seus talentosos trabalhadores, fortes capacidades digitais e uma taxa média de crescimento de 24% ao longo dos últimos anos, a equipa desempenha um papel fundamental na concretização da missão da Infineon de impulsionar a descarbonização e digitalização”, afirmou.
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“À medida que a empresa expande a sua produção e investe em tecnologias de última geração, cresce a necessidade de funções corporativas eficientes, digitalizadas e escaláveis – e a nossa equipa IFBP é essencial para as concretizar”, sublinhou Sven Schneider.
O grupo Infineon entrou em 2026 com 57.289 trabalhadores, após ter fechado o ano fiscal de 2025, terminado em setembro, com uma faturação de aproximadamente 15 mil milhões de euros.
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