Beiersdorf recua mais de 9% após divulgação de resultados

A Beiersdorf, a produtora alemã de produtos de higiene e de equipamentos médicos, detentora da marca Nívea, anunciou que os lucros do segundo trimestre caíram. As acções da companhia recuaram 9,32% até agora na sessão.
Sara Antunes 11 de Agosto de 2004 às 10:04

A Beiersdorf, a produtora alemã de produtos de higiene e de equipamentos médicos, detentora da marca Nívea, anunciou que os lucros do segundo trimestre caíram. As acções da companhia recuaram 9,32% até agora na sessão.

Os resultados líquidos da empresa caíram para 70 milhões de euros face a 81 milhões arrecadados no mesmo período do ano passado, anunciou hoje a empresa em comunicado.

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Estes resultados ficaram abaixo do previsto pelos analistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para lucros na ordem dos 87 milhões de euros. As vendas subiram 2,4% para 1,19 mil milhões de euros.

A empresa adiantou que os objectivos de vendas anuais serão «mais difíceis» de alcançar depois de ter registado um abrandamento da procura na Europa.

A Beiersdorf está a apostar nas marcas que mais vendem para impulsionar a facturação num contexto de retracção da procura.

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Os consumidores alemães, onde a empresa obtém cerca de um quarto das suas receitas, estão a gastar menos num cenário de alguma preocupação com o desemprego.

Os lucros operacionais da empresa mantiveram-se nos 120 milhões de euros no trimestre em análise.

Os produtos novos da Nívea ajudaram a aumentar os ganhos da Beiersdorf cerca de três terços nos últimos cinco anos. Os lucros operacionais no mesmo período avançaram para 10,4% das vendas, um rácio que a empresa tem como objectivo passar para os 12% nos próximos anos.

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A detentora da Nívea tem combinado as divisões de cosméticos e de produtos médicos, que são responsáveis por 80% das vendas, para criar principal área de negócio de bens de consumo.

As acções da empresa recuavam 9,32% para 83,60 euros.

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