Brisa ainda sem prazo para concluir obras na A1
A Brisa ainda não tem um prazo para a conclusão das obras na A1, depois de uma parte da autoestrada ter colapsado na noite desta quarta-feira devido a um rebentamento do dique do Mondego, na região de Coimbra, e a "subsequente escavação dos solos do aterro". A concessionária indica que já está a realizar trabalhos de estabilização do mesmo junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, que se vão dividir em duas fases.
A prioridade, esclarece a Brisa, passa pela "implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem", de acordo com um comunicado enviado às redações. "Os trabalhos em curso consistem na utilização de material rochoso tendo em vista suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul", explicita, indicando ainda que foram mobilizados para o local "mais de três dezenas de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldozer e duas escavadoras", além de 70 profissionais.
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Já a segunda fase vai focar-se no eixo Sul-Norte, de forma a estabilizar os solos sob a laje de transição e repor as condições da plataforma. A Brisa afirma que está "a trabalhar em estreita articulação com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Guarda Nacional Republicana, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Agência Portuguesa do Ambiente e LNEC".
A concessionária sugere aos automobilistas a utilização de alternativas com o corredor A8/A17/A25 ou o IC2. Ainda esta madrugada, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu que seriam precisas "várias semanas" para repor a circulação no troço da autoestrada, que ruiu devido à "velocidade e a violência das águas" - uma situação que considerou "absolutamente anormal".
Há mais uma rotura de um dique no rio Mondego. O rebentamento deu-se na margem esquerda do rio, em Granja do Umeiro, no município de Soure. A informação foi confirmada pela autarquia, que indica que as águas já estão a entrar para os campos. Esta deverá ser uma cheia lenta, que deverá afetar as populações mais ribeirinhas do Mondego.
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