CCR quer três novas concessões rodoviárias no Brasil

A Companhia de Concessões Rodoviárias, participada da Brisa, está interessada na aquisição de três novas concessões rodoviárias no Brasil com recurso ao encaixe previsto de 300 milhões de reais resultante da operação de emissão de acções prevista para est
Bárbara Leite 13 de Abril de 2004 às 09:17

A Companhia de Concessões Rodoviárias, participada da Brisa, está interessada na aquisição de três novas concessões rodoviárias no Brasil com recurso ao encaixe previsto de 300 milhões de reais resultante da operação de emissão de acções prevista para este mês.

Líbano Barroso, director das relações com os investidores, citado pelo jornal «Valor Económico», afirmou, num encontro com analistas e investidores para explicar a operação que o grupo teria interesse em adquirir três novas concessões, uma das quais federais, outra no Estado de São Paulo e outra concessão já existente.

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Contactada pelo Canal de Negócios, a analista da corretora Coinvalores confirmou que o grupo teria interesse na rodovia Régis Bittencourt que liga São Paulo a Curitiba, na Fernão Dias, que vai de São Paulo a Belo Horizonte e que nos leilões em São Paulo, a empresa gostaria, provavelmente, de ficar com a Ayrton Sena ou a Dom Pedro que seriam complementares à Autoban e NovaDutra, concessões que o grupo já controla.

A CCR controla cinco das 36 concessões rodoviárias no Brasil, com uma extensão de 1.290 quilómetros, 14% da extensão e 35% das receitas totais das rodovias concedidas no Brasil.

Melhorar liquidez

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A CCR publicou, a 5 de Abril, o prospecto da operação de emissão de novas acções que já estava planeado de forma a garantir a liquidez prevista no segmento do Novo Mercado, onde a companhia tem listada os seus títulos.

O valor da emissão será 300 milhões de reais (86,9 milhões de euros), que será utilizado para explorar novas oportunidades de crescimento, tal como referiu a CCR aos analistas. No prospecto, o grupo não detalha os alvos, mas afirma que «acreditamos que a maior parte dos investimentos que iremos realizar decorrerá da participação no processo licitatório de novas concessões de rodovias».

Caso, ocorra excesso de procura, a oferta de acções será acredita em até 15%, refere o prospecto. O objectivo da operação é aumentar para pelo menos 25% o montante da liquidez, conforme prevê as regras do Novo Mercado.

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Actualmente, a empresa tem uma liquidez de 15,5% do capital. O público-alvo da oferta são tanto investidores particulares como institucionais, não tendo os actuais accionistas, como a Brisa, direito de preferência nesta emissão.

O montante de até 20% das acções ordinárias será destinado prioritariamente a investidores não institucionais Caso a procura, dos investidores não institucionais não alcance os 20%, o excedente das acções será destinado aos investidores institucionais.

Os interessados particulares podem reservar as acções no período entre 13 a 23 de Abril com ordens mínimas de dois mil reais.

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O valor de cada nova acção será determinado em processo de «bookbuilding» e deverá ser conhecido no final de Abril. A companhia brasileira acredita que o impacto desta operação possa ser «bastante positivo» a médio-longo prazo.

Brisa dilui

O prospecto nada refere sobre a participação dos actuais accionistas na operação, apenas consta que será excluído o direito de preferência de subscrever as novas acções. A actual estrutura societária da companhia é a seguinte: Andrade Gutierrez com 20,69% do capital; Camargo Correa detém 21,27% e a Serveng e Brisa com 21,27%, respectivamente.

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O capital social da CCR é representado por 196.233.613 milhões de reais, o que corresponde a 84.818.003 acções ordinárias. Com esta emissão, a Brisa, no caso de não participar na operação, deverá diluir a sua posição para cerca de 18,5%. A UBS é a líder desta operação e o Banco Pactual, o responsável pela colocação das acções referentes ao aumento de capital.

O prospecto da operação refere ainda, de modo a atrair investidores que um dos objectivos da companhia é pagar, a partir de finais de 2004, no mínimo 50% do lucro líquido gerado.

*correspondente no Brasil

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