CIP pede suspensão da taxa de carbono como "sinal de preocupação"
A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defende que o Governo deve aplicar a suspensão da taxa de carbono, em declarações ao Jornal Económico. O presidente desta confederação sustenta que esta suspensão deve servir para "dar um sinal de preocupação com custos e competitividade das empresas".
Na visão de Armindo Monteiro, existe o risco de Portugal, caso opte por manter a taxa de carbono inalterada, ficar "em desvantagem face a países que não cumprem regras semelhantes". Citando dados da execução orçamental, o JE recorda que esta taxa significou um encaixe financeiro de 440 milhões de euros para o Estado.
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No fim do mês passado, grandes associações setoriais da indústria intensiva enviaram uma carta ao Governo onde pediam a "adoção urgente" de "medidas excecioniais e temporárias", entre as quais se encontrava a suspensão da taxa de carbono. Esta iniciativa, que juntou os setores do vidro, cerâmica e cristalaria, cimentos, química, petroquímica e refinação, extrativa e transformadora, e florestal, serviu para alertar para "a gravidade da atual escalada dos custos energéticos e os impactos na competitividade da indústria nacional", particularmente pela subida dos preços do gás natural e da eletricidade, derivada da guerra no Médio Oriente.
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