Fez queixa contra um banco? Resposta tem de chegar em 15 dias úteis

Através de uma carta circular, o Banco de Portugal unificou os prazos de resposta dos bancos às queixas dos clientes. Todas as reclamações terão de ser atendidas no prazo máximo de 15 dias úteis.
Mariline Alves
Lusa 17:49

Os bancos passam a ter 15 dias úteis para responder a todas as reclamações dos clientes, segundo a carta circular divulgada pelo Banco de Portugal.

O documento atualiza o que os bancos têm de fazer quando recebem reclamações e clarifica que "devem responder aos reclamantes no prazo máximo de 15 dias úteis".

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Até agora, se a reclamação fosse feita no livro de reclamações do banco (físico ou eletrónico, onde é feita a maioria das reclamações) o prazo já era de 15 dias úteis. Já se a reclamação fosse diretamente para o Banco de Portugal o prazo era até 20 dias úteis.

Com esta carta circular todas as reclamações têm o mesmo prazo de resposta.

Na resposta, os bancos devem explicar se consideram que houve incumprimento ou não e, caso admitam incumprimento, têm de indicar as medidas adotadas para corrigir a situação.

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Respondida a reclamação, os bancos têm de remeter ao Banco de Portugal a resposta enviada aos clientes e elementos que permitam ao regulador e supervisor bancário apreciar a reclamação.

Caso o Banco de Portugal decida pedir ao banco mais dados para analisar alguma reclamação a resposta tem um prazo máximo de cinco dias úteis.

Em 2025, o supervisor bancário recebeu 33.375 reclamações, uma descida de 2,3% face a 2024, embora apenas 22.795 estivessem dentro das suas competências (uma subida de 1,1%), segundo dados recentemente divulgados.

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Os depósitos bancários continuaram a ser a matéria mais reclamada, representando um terço (32%, igual a um ano antes) entre as reclamações dentro da competência do regulador, seguindo-se o crédito aos consumidores, com 27% (contra 25% em 2024).

Também as transferências a crédito viram uma subida da proporção que representam neste indicador, passando de 8% em 2024 para 11% no ano passado. Com 11%, também, estavam os cartões de pagamento, menos um ponto percentual do que no ano anterior.

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Já o crédito à habitação e hipotecário, que em 2024 representou 13% das reclamações nas competências do Banco de Portugal, em 2025 totalizou 10%.

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