Portugal a crescer abaixo de 2% pode tornar-se padrão "quase estrutural", diz ex-ministro da Economia
Um défice ligeiro este ano não é um cenário dramático, começa por dizer Manuel Caldeira Cabral, que está mais preocupado com a desaceleração do crescimento económico, em sentido contrário ao da restante Zona Euro, e do abrandamento do investimento a médio prazo.
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A Comissão Europeia atualizou as previsões económicas para a Zona Euro, incluindo de Portugal, e os economistas estão mais pessimistas do que o Governo. Antecipam um défice de 0,1% do PIB já este ano e que o crescimento económico abrande para 1,7%, mantendo uma economia a acelerar abaixo do limiar dos 2%, o que já tinha acontecido no ano passado. Se, por um lado, o défice não é visto como "dramático" pelo antigo ministro da Economia e agora diretor da UMinhoExec, Manuel Caldeira Cabral, por outro, o abrandamento da economia "pode tornar-se quase estrutural", alerta numa entrevista no programa Negócios no canal NOW.