Grupo Sacyr lucra 235,4 milhões até Setembro

O grupo espanhol Sacyr Vallehermoso, que adquiriu a construtora portuguesa Somague, registou resultados líquidos de 235,414 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais 0,54% do que em igual período do ano passado, anunciou hoje a empresa em
Isabel Aveiro 10 de Novembro de 2004 às 16:01

O grupo espanhol Sacyr Vallehermoso, que adquiriu a construtora portuguesa Somague, registou resultados líquidos de 235,414 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais 0,54% do que em igual período do ano passado, anunciou hoje a empresa em comunicado.

No final de Setembro passado, o grupo Sacyr consolidou um «cash-flow» operacional ou EBITDA de 547,987 milhões de euros, mais 66,31% do que em igual período de 2003. A Sacyr/Somague aumentou em 81,83% o EBITDA, para 111,578 milhões de euros.

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No total, o volume de negócios do grupo espanhol foi de 2,516 mil milhões de euros, mais 29,75%. Destes, a Somague sozinha foi responsável por uma fatia de 629,393 milhões de euros, o que representa mais 225,5%, «apesar da situação transitória de baixa de actividade por que atravessa o mercado de Portugal». Recorde-se que no mesmo período de 2003 a Sacyr consolidava apenas 29,69% da Somague, tendo sido formalizada já este ano a aquisição dos restantes 69,62% do capital da portuguesa. A família Vaz Guedes, ex-accionistas de controlo da Somague, passaram a deter 5,23% da Sacyr Vallehermoso.

A área de construção, desenvolvida pela Sacyr-Somague, alcançou um volume de negócios de 1,470 mil milhões de euros, metade do total facturado pelo grupo. Tal resultado foi inferior em 1,7% ao registado no mesmo trimestre do ano passado, a perímetro comparável, acrescenta a mesma fonte.

A direcção do grupo espanhol adianta que «esta ligeira redução das vendas se deve ao abrandamento previsto dentro da projecção anual» e, espera a mesma, deverá «reverter num ligeiro crescimento no final do exercício». Toda a actividade de construção do grupo espanhol representou 58,5% das vendas globais.

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No final de Setembro passado, a carteira de encomendas na construção totalizava 2,934 mil milhões de euros, mais 7,5%, para um período de trabalho de 18 meses, mais 9,5%. Em Portugal a carteira de encomendas ascende a 1,027 milhões de euros, mais 27,5% do que em Setembro de 2003.

A promoção imobiliária, responsável por 29,3% do total facturado, representou 736,5 milhões de euros (mais 16,1%). Recorde-se que antes da sua união com o grupo Sacyr há dois anos a Vallehermoso era já a maior promotora imobiliária de Espanha.

A actividade de concessões rodoviárias foi a que mais evoluiu em termos de vendas, avançando 170,1%, para 241,5 milhões de euros, decorrente da combinação «da aquisição da ENA e da evolução favorável do tráfego e aumento do tarifário nas auto-estradas», define a administração da ‘holding’.

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Já na actividade de serviços verificou-se um aumento de 62,1%, para 54,2 milhões de euros, e na gestão de património verificou-se um crescimento de 5,1%, para 142,9 milhões de euros.

Do total do volume de negócios realizado pelo grupo nos primeiros nove meses deste ano, uma maioria de 69,8% é gerado em Espanha. «No exterior», ressalva o mesmo comunicado, «destaca-se pela sua importância Portugal pela actividade construtora da Somague» e o Chile.

O grupo espera obter receitas futuras de 3,45 milhões de euros através da Somague, agregando neste valor a carteira de encomendas futura nas áreas de construção, concessões, serviços e promoção imobiliária.

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A Sacyr Vallehermoso, empresa que controla a Somague, pretende fechar 2004 com lucros de 340 milhões de euros, 1,7% acima do registado no período homólogo, disse a 7 de Outubro passado o presidente executivo da companhia espanhola, Luis del Rivero, numa apresentação da empresa na bolsa nacional, a 7 de Outubro passado.

As acções da Sacyr Vallehermoso recuavam 0,49%, para 12,23 euros em Madrid e deslizava 0,08%, para 12,29 euros, em Lisboa [syva].

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