Lucros da Pharol afundam para 2,1 milhões em 2025
O resultado líquido da Pharol caiu acentuadamente para 2,1 milhões em 2025, contra os 24,2 milhões verificados em 2024, ano em que a empresa foi beneficiada pelo reconhecimento extraordinário de reembolso de impostos.
A ex-PT SGPS assinala que os resultados positivos de 2025 incluem reembolsos da Autoridade Tributária de 3,6 milhões, ganhos financeiros de 1,07 milhões e custos operacionais de 2,49 milhões.
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O resultado líquido reflete “a ocorrência de reembolsos fiscais de natureza não recorrente, a rentabilidade das carteiras de investimentos financeiros e disciplina orçamental”, refere em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A empresa destaca os capitais próprios reforçados, “consolidando a trajetória de recuperação iniciada em 2024”, passando de 92,2 milhões em 2024 para 94,3 milhões em 2025.
O comunicado destaca ainda os “custos operacionais mantidos sob controlo”, embora tenham registado uma subida moderada face ao ano anterior, e também a “posição de tesouraria sólida e ausência de dívida remunerada, assegurando estabilidade financeira e flexibilidade estratégica”.
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A Pharol salienta ainda a “manutenção da valorização dos instrumentos de dívida da Rio Forte em 51,9 milhões de euros, avaliação sustentada por decisão judicial, ainda passível de recurso, proferida já em 2026 no processo de insolvência da Rio Forte, reconhecendo a Pharol como credora do montante nominal de 897 milhões de euros”, como foi reconhecido recentemente por um tribunal do Luxemburgo.
O caso está relacionado com o investimento de cerca de 900 milhões de euros feito pela PT (PT SGPS e PT Finance) em títulos de dívida de curto prazo da RioForte, que a operadora de telecomunicações nunca recebeu devido às dificuldades financeiras e depois à falência da "holding" que estava integrada Grupo Espírito Santo.
Já os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) foram negativos em 2,49 milhões, contra 2,39 milhões no ano anterior.
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“Após um exercício de 2024 marcado por um resultado líquido expressivo e pelo reforço muito significativo dos capitais próprios, o ano de 2025 confirmou a consolidação da posição financeira da Pharol”, refere no comunicado o CEO, Luís Palha da Silva.
“Concluído o processo de desinvestimento na Oi e afastadas as maiores incertezas associadas ao processo Rio Forte, a Pharol apresenta hoje um perfil de risco reduzido e maior clareza estratégica para defesa e valorização dos seus principais activos”, assinala.
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