MTC atinge um milhão de clientes na Namíbia
A MTC, operadora da Namíbia detida em 34% pela PT, atingiu um milhão de clientes, anunciou hoje Zeinal Bava, presidente da operadora portuguesa que se encontra num périplo por África.
Considerando a população da Namíbia, a MTC “faz metade da penetração do mercado”, lembrou Zeinal Bava. A Namíbia tem apenas dois milhões de habitantes.
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Por outro lado, o cliente um milhão não foi de voz, mas sim de dados, o que para Zeinal Bava enfatiza o esforço que se está a fazer para aumentar a base de banda larga na Namíbia. Zeinal Bava garante que pretende fazer na Namíbia o mesmo que está a acontecer em Portugal, em termos de penetração móvel de banda larga.
A Namíbia foi o terceiro país a introduzir a terceira geração na rede móvel e a MTC lançou o primeiro pré-pago para a banda larga. Foi o primeiro em África. E aproveitou a marca Tango, que é o pré-pago da MTC.
Zeinal Bava aproveitou a sua viagem a Namíbia para lançar neste país africano um programa semelhante ao e-escolas para estudantes universitários. A MTC pretende abranger até 25 mil estudantes universitários neste programa, que custará um milhão de euros aproximadamente, já que os computadores são subsidiados.
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A MTC vai também distribuir mil computadores Magalhães para 1000 escolas primárias na Namíbia. Hoje à tarde será a primeira entrega de um Magalhães.
O que a PT está a fazer para lançar a escola do futuro em Portugal pode ser “feito em qualquer lado”.
Zeinal Bava aproveitou a apresentação a investidores, governantes, jornalistas e até à concorrência da MTC para elogiar a Namíbia, em termos de desenvolvimento de telecomunicações. “É uma referência em África. É já uma referência na África, em termos de qualidade de infra-estrutura e nestes programas. A estabilidade do país é importante”.
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Com jornalistas portugueses presentes, Zeinal Bava aproveitou para referir a previsibilidade da regulação. Elogiando a Namíbia por ter previsibilidade regulatória, que permite promover o investimento estrangeiro, Zeinal Bava garantiu: “Gostamos de estabilidade e de operar sabendo que o mercado é previsível”. Zeinal Bava tem criticado a actuação da Anacom, que diz não ser previsível.
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