MTC atinge um milhão de clientes na Namíbia

A MTC, operadora da Namíbia detida em 34% pela PT, atingiu um milhão de clientes, anunciou hoje Zeinal Bava, presidente da operadora portuguesa que se encontra num périplo por África.
Alexandra Machado 17 de Setembro de 2008 às 09:27

A MTC, operadora da Namíbia detida em 34% pela PT, atingiu um milhão de clientes, anunciou hoje Zeinal Bava, presidente da operadora portuguesa que se encontra num périplo por África.

Considerando a população da Namíbia, a MTC “faz metade da penetração do mercado”, lembrou Zeinal Bava. A Namíbia tem apenas dois milhões de habitantes.

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Por outro lado, o cliente um milhão não foi de voz, mas sim de dados, o que para Zeinal Bava enfatiza o esforço que se está a fazer para aumentar a base de banda larga na Namíbia. Zeinal Bava garante que pretende fazer na Namíbia o mesmo que está a acontecer em Portugal, em termos de penetração móvel de banda larga.

A Namíbia foi o terceiro país a introduzir a terceira geração na rede móvel e a MTC lançou o primeiro pré-pago para a banda larga. Foi o primeiro em África. E aproveitou a marca Tango, que é o pré-pago da MTC.

Zeinal Bava aproveitou a sua viagem a Namíbia para lançar neste país africano um programa semelhante ao e-escolas para estudantes universitários. A MTC pretende abranger até 25 mil estudantes universitários neste programa, que custará um milhão de euros aproximadamente, já que os computadores são subsidiados.

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A MTC vai também distribuir mil computadores Magalhães para 1000 escolas primárias na Namíbia. Hoje à tarde será a primeira entrega de um Magalhães.

O que a PT está a fazer para lançar a escola do futuro em Portugal pode ser “feito em qualquer lado”.

Zeinal Bava aproveitou a apresentação a investidores, governantes, jornalistas e até à concorrência da MTC para elogiar a Namíbia, em termos de desenvolvimento de telecomunicações. “É uma referência em África. É já uma referência na África, em termos de qualidade de infra-estrutura e nestes programas. A estabilidade do país é importante”.

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Com jornalistas portugueses presentes, Zeinal Bava aproveitou para referir a previsibilidade da regulação. Elogiando a Namíbia por ter previsibilidade regulatória, que permite promover o investimento estrangeiro, Zeinal Bava garantiu: “Gostamos de estabilidade e de operar sabendo que o mercado é previsível”. Zeinal Bava tem criticado a actuação da Anacom, que diz não ser previsível.

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