Seguro quer que portugueses conheçam a verdade sobre o BPN "custe o que custar"
"E os portugueses perguntam-se porque é que, passados 15 dias, [o PSD] mudou de opinião", acrescentou António José Seguro, acusando os sociais-democratas de tentarem "limitar o apuramento da verdade e das responsabilidades".
Sublinhando que os portugueses "estão fartos" deste tipo de "jogos partidários", Seguro evocou o "muito dinheiro envolvido no BPN e há um processo de privatizações em curso cujos contornos não são completamente claros" para justificar a comissão proposta pelo seu grupo parlamentar.
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O dirigente socialista escusou-se a comentar a possibilidade de existência de duas comissões de inquérito.
Na quarta-feira, o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, considerou "ridículo" que o PSD e o CDS-PP tenham decidido propor uma comissão de inquérito ao BPN e garantiu que os socialistas não abdicarão da sua própria proposta.
Numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República, Carlos Zorrinho apelou ao "bom senso do PSD e do CDS" para que "não provoquem esta situação degradante para o Parlamento que é haver duas comissões de inquérito".
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O PS, que já tinha anunciado a criação de uma comissão de inquérito potestativa (que não carece de votação) sobre o BPN, depois de o PSD ter inviabilizado (com a abstenção do CDS-PP) uma proposta do BE no mesmo sentido , anunciou na quarta-feira ao início da tarde que o objecto da comissão que os socialistas propõem será averiguar os recursos públicos aplicados desde a nacionalização até à operação de reprivatização.
Horas depois, PSD e CDS-PP entregaram no gabinete da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, um projecto de deliberação de comissão de inquérito "à gestão e reprivatização do BPN", a iniciar trabalhos no dia seguinte à conclusão do processo de reprivatização daquele banco.
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