Temu "entrega" recolha e reciclagem de encomendas em Portugal ao Electrão
A Temu assinou um acordo com o Electrão para "garantir que as embalagens, baterias e equipamentos elétricos e eletrónicos comercializados através da sua plataforma são "devidamente recolhidos e reciclados".
Em comunicado conjunto, enviado esta terça-feira às redações, as partes indicam que a parceria tem como objetivo "apoiar os vendedores da plataforma no cumprimento das obrigações de Responsabilidade Alargada do Produtor (RAP), em conformidade com a legislação nacional portuguesa e os regulamentos ambientais da União Europeia (UE)".
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Através deste acordo - enfatizam - "os vendedores presentes na Temu poderão integrar-se facilmente em sistemas de reciclagem já estabelecidos, contribuindo para os custos a eles associados".
"Com a nossa capacidade operacional já consolidada, estamos totalmente preparados para apoiar os vendedores no cumprimento das suas obrigações", diz o CEO do Electrão, Pedro Nazareth, citado na mesma nota.
No âmbito da parceria, os consumidores em Portugal poderão então aceder a pontos de recolha geridos pelo Electrão para reciclagem de embalagens, baterias e equipamentos elétricos adquiridos através da Temu".
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"Esta colaboração oferece aos vendedores um caminho mais direto e eficaz para cumprirem com os requisitos locais de 'compliance', ao mesmo tempo que facilita a participação dos consumidores na economia circular", refere um porta-voz da Temu.
"O nosso objetivo é disponibilizar orientação prática e apoio contínuo para ajudar os vendedores a acompanhar a evolução dos enquadramentos regulatórios", complementa, citado na nota.
A Temu entrou no mercado português em 2023 e abriu o "marketplace" a vendedores europeus em 2024.
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Este não é o primeiro acordo que a gigante do comércio online firma com uma entidade gestora de resíduos na União Europeia. Segundo a informação enviada às redações, conta com parcerias com mais de 50 no bloco dos 27, abrangendo categorias como embalagens, baterias e resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos.
A UE importou o equivalente a 12 milhões de encomendas de produtos abaixo de 150 euros por dia em 2024. Tal representa o dobro face a 2023 e mais do triplo face a 2022, segundo dados da Comissão Europeia. O crescimento exponencial está ligado à ascensão dos gigantes do "e-commerce" chineses, como a Temu e a Shein e AliExpress, com nove em cada dez envios a serem provenientes da China.
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