Saiba quais as marcas automóveis mais vendidas em Portugal este ano

As vendas de automóveis registaram o pior semestre desde o final de 2013 devido à pandemia da covid-19. Mas nem todas as marcas sentiram o impacto da mesma forma. Vejas as 20 marcas mais vendidas em Portugal até junho.
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Pedro Curvelo 05 de Julho de 2020 às 11:00

No primeiro semestre deste ano foram vendidos 64.848 automóveis ligeiros de passageiros em Portugal, pouco mais de metade do que os 128.595 alcançados em igual período de 2019 e o pior registo desde a segunda metade de 2013. Bastariam, aliás, as vendas das seis principais marcas no primeiro semestre do ano passado - Renault, Peugeot, Citroën, Fiat, Mercedes e BMW - para superar o total do mercado este ano.

A queda de 49,6% no segmento com maior peso no mercado português deve-se quase exclusivamente ao impacto da pandemia da covid-19 e das medidas adotadas para tentar conter a propagação do novo coronavírus, incluindo o encerramento dos concessionário entre meados de março e 4 de maio.

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Contudo, nem todas as marcas foram afetadas de igual forma, tendo os fabricantes franceses e a Fiat sido, entre as marcas com maior volume de vendas, sofrido quebras bastante superiores do que, por exemplo, as construtoras alemãs. Nalguns casos, o peso do rent-a-car no volume de vendas das marcas determinou recuos mais acentuados nas vendas, uma vez que este segmento, que pesa cerca de 28% nas vendas totais, paralisou quase por completo.

Peugeot encurta fosso para crónica líder Renault

A Renault, líder em Portugal há duas décadas, sofreu uma queda de 56,3%, o que corresponde a menos 10.179 unidades vendidas, e viu a quota de mercado baixar de 14,1% para 12,2%. 

A também francesa Peugeot registou igualmente uma descida pronunciada nas vendas (48,4%), tendo as entregas diminuído em 6.628 veículos. Mas, a distância para a Renault passou a ser de apenas 847 viaturas e a quota de mercado aumentou de 10,6% para 10,9%.

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Um em cada 10 carros vendidos foi um Mercedes

A Mercedes-Benz foi, entre as marcas com maior volume de vendas, a que melhor resistiu ao impacto da pandemia. A fabricante germânica terminou a primeira metade do ano com uma queda homóloga de 28,5%, ou menos 2.466 unidades, ultrapassando a Fiat e Citroën para alcançar o terceiro lugar.

A quota de mercado da marca alemã cresceu de 6,7% para 9,5%, o que significa que entre janeiro e junho, quase um em cada 10 carros vendidos em Portugal foi um Mercedes.

A também germânica BMW registou igualmente uma quebra inferior à da maioria das rivais. As vendas cederam 39,2%, o equivalente a 2.978 veículos, o que lhe permitiu ascender da sexta à quarta posição, com uma fatia de mercado de 7,1% (5,9% no primeiro semestre de 2019).

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Citroën, Opel e Fiat mais castigadas

A Citroën sofreu um decréscimo de 56,9% nas vendas, o que traduz uma redução de 5.040 unidades, e baixou do terceiro para o quinto lugar no "ranking".

Também a Opel, igualmente do Grupo PSA, liderado por Carlos Tavares, foi particularmente penalizada: as vendas caíram 64,6%. Isto significa que a marca alemã vendeu menos 4.628 veículos, ou cerca de menos 25 automóveis por dia. Este desempenho atirou a Opel da sétima para a 11.ª posição.

Mas coube à Fiat protagonizar a pior queda: 73%. A marca italiana vendeu menos 6.396 carros face aos números do primeiro semestre de 2019 e, assim, baixou do quarto para o 12.º lugar.

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Tesla com um em cada 100 carros vendidos em Portugal

A Tesla manteve a liderança nos automóveis 100% elétricos mas sofreu uma quebra de 36,7% nas vendas, o equivalente a menos 419 carros vendidos.

A fabricante liderada por Elon Musk e que recentemente se tornou a construtora automóvel com maior capitalização bolsista do mundo conseguiu, no entanto, reforçar a sua penetração no mercado português.

Contas feitas, a Tesla passou de uma quota de mercado de 0,9% para 1,1%, o que significa que um em cada 100 carros vendidos entre janeiro e junho foi um Tesla.

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