Saiba quais as marcas automóveis mais vendidas em Portugal este ano
No primeiro semestre deste ano foram vendidos 64.848 automóveis ligeiros de passageiros em Portugal, pouco mais de metade do que os 128.595 alcançados em igual período de 2019 e o pior registo desde a segunda metade de 2013. Bastariam, aliás, as vendas das seis principais marcas no primeiro semestre do ano passado - Renault, Peugeot, Citroën, Fiat, Mercedes e BMW - para superar o total do mercado este ano.
A queda de 49,6% no segmento com maior peso no mercado português deve-se quase exclusivamente ao impacto da pandemia da covid-19 e das medidas adotadas para tentar conter a propagação do novo coronavírus, incluindo o encerramento dos concessionário entre meados de março e 4 de maio.
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Contudo, nem todas as marcas foram afetadas de igual forma, tendo os fabricantes franceses e a Fiat sido, entre as marcas com maior volume de vendas, sofrido quebras bastante superiores do que, por exemplo, as construtoras alemãs. Nalguns casos, o peso do rent-a-car no volume de vendas das marcas determinou recuos mais acentuados nas vendas, uma vez que este segmento, que pesa cerca de 28% nas vendas totais, paralisou quase por completo.
Peugeot encurta fosso para crónica líder RenaultA Renault, líder em Portugal há duas décadas, sofreu uma queda de 56,3%, o que corresponde a menos 10.179 unidades vendidas, e viu a quota de mercado baixar de 14,1% para 12,2%.
A também francesa Peugeot registou igualmente uma descida pronunciada nas vendas (48,4%), tendo as entregas diminuído em 6.628 veículos. Mas, a distância para a Renault passou a ser de apenas 847 viaturas e a quota de mercado aumentou de 10,6% para 10,9%.
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Um em cada 10 carros vendidos foi um MercedesA Mercedes-Benz foi, entre as marcas com maior volume de vendas, a que melhor resistiu ao impacto da pandemia. A fabricante germânica terminou a primeira metade do ano com uma queda homóloga de 28,5%, ou menos 2.466 unidades, ultrapassando a Fiat e Citroën para alcançar o terceiro lugar.
A quota de mercado da marca alemã cresceu de 6,7% para 9,5%, o que significa que entre janeiro e junho, quase um em cada 10 carros vendidos em Portugal foi um Mercedes.
A também germânica BMW registou igualmente uma quebra inferior à da maioria das rivais. As vendas cederam 39,2%, o equivalente a 2.978 veículos, o que lhe permitiu ascender da sexta à quarta posição, com uma fatia de mercado de 7,1% (5,9% no primeiro semestre de 2019).
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Citroën, Opel e Fiat mais castigadasA Citroën sofreu um decréscimo de 56,9% nas vendas, o que traduz uma redução de 5.040 unidades, e baixou do terceiro para o quinto lugar no "ranking".
Também a Opel, igualmente do Grupo PSA, liderado por Carlos Tavares, foi particularmente penalizada: as vendas caíram 64,6%. Isto significa que a marca alemã vendeu menos 4.628 veículos, ou cerca de menos 25 automóveis por dia. Este desempenho atirou a Opel da sétima para a 11.ª posição.
Mas coube à Fiat protagonizar a pior queda: 73%. A marca italiana vendeu menos 6.396 carros face aos números do primeiro semestre de 2019 e, assim, baixou do quarto para o 12.º lugar.
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Tesla com um em cada 100 carros vendidos em PortugalA Tesla manteve a liderança nos automóveis 100% elétricos mas sofreu uma quebra de 36,7% nas vendas, o equivalente a menos 419 carros vendidos.
A fabricante liderada por Elon Musk e que recentemente se tornou a construtora automóvel com maior capitalização bolsista do mundo conseguiu, no entanto, reforçar a sua penetração no mercado português.
Contas feitas, a Tesla passou de uma quota de mercado de 0,9% para 1,1%, o que significa que um em cada 100 carros vendidos entre janeiro e junho foi um Tesla.
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