Trabalhadores da Autoeuropa com pré-acordo para aumento salarial de pelo menos 100 euros
Depois de semanas de negociações, a Comissão de Trabalhadores e a administração da Autoeuropa chegaram a um pré-acordo de empresa, para vigorar até 30 junho de 2027, à luz do qual garantem um aumento salarial de pelo menos 100 euros.
À luz de um resumo do pré-acordo, constante de um comunicado da Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa para ser apresentado e debatido em plenário, com o último agendado a ter lugar hoje - os trabalhadores asseguraram um aumento salarial de 2,8% com um mínimo de 50 euros, com efeitos a janeiro, assim como uma subida de 2,5%, com igual mínimo, a outubro de 2026.
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Está previsto também um prémio de 500 euros a pagar no mês seguinte à assinatura do acordo que, segundo a CT, "corresponde a um complemento pela divisão do aumento salarial".
Além disso, o pré-acordo, com vigência de 18 meses, ou seja, menos do que os anteriores, como, aliás, proposto pela administração da Volkswagen, prevê também um prémio de assiduidade de 50 euros por mês de janeiro a junho de 2027, incluindo-se "exceções adicionais ao modelo anterior".
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Há também "um aumento do subsídio refeição para 5 euros, atualizando-se também este valor na política de teletrabalho", indica a CT.
Do pré-acordo consta também uma majoração do prémio de objetivos até 150% do de 2026 e 2027 na sua totalidade.
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Segundo o mesmo comunicado, está prevista também a aplicação de um "modelo mais favorável" no modelo de turnos, a partir de junho, a depender da aprovação dos trabalhadores em referendo a realizar até março.
Relativamente aos dias de não-produção, há "garantia de 'downdays' no turno da noite na segunda-feira a seguir ao domingo de Páscoa (Acordo Base) e nos dias 16 de fevereiro, 30 de outubro e 7 de dezembro de 2026", assim como de "dois 'downdays' individuais em 2027.
Outros benefícios assegurados incluem a possibilidade de o trabalhador marcar um dia de descanso no seu dia de aniversário, a inclusão no Acordo Base do seguro de saúde para reformados, a abertura de um "plafond" para doenças graves e um aumento do relativo a partos para 700 euros, assim como a garantia de que não serão aumentadas as franquias nem reduzidos os "plafonds" durante a vigência do acordo, ou seja, até 30 de junho de 2027.
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A CT indica ainda que no que toca ao Fundo de Pensões, "a empresa passará a contribuir com um máximo de 4% do salário pensionável de todos os trabalhadores, conforme a contribuição de cada um" e que "os 'downdays' positivos de cada ano poderão ser canalizados para o Fundo de Pensões".
Por fim, ficaram também plasmadas no pré-acordo as condições de pagamento em caso da empresa recorrer ao "layoff" que passam por "assegurar o pagamento de 100% do vencimento (salário base e subsídio de turno)".
E houve ainda compromisso de início de negociações para o próximo acordo em maio de 2027.
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Em 2024, os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram o acordo laboral, válido por dois anos, que garantiu aumentos salariais de 6,8% em 2024 e de 2,6% ou 0,6% acima da inflação em 2025, naquele que foi descrito pelo coordenador da CT, Rogério Nogueira, como um dos melhores acordos alcançados na Autoeuropa.
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