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Volkswagen em máximos do ano com especulação sobre acordo nos EUA

Os títulos do construtor somam a quarta sessão de valorizações e já ultrapassaram o valor a que cotavam no arranque do ano. Termina esta quinta-feira prazo para um acordo com os clientes norte-americanos afectados pelo "dieselgate".

Volkswagen
Volkswagen Bloomberg
21 de Abril de 2016 às 11:56

Os títulos do construtor automóvel Volkswagen já estiveram a disparar mais de 7% na sessão desta quinta-feira, 21 de Abril, um dia depois de a imprensa alemã dar como fechado um acordo com as autoridades norte-americanas para indemnizar os clientes do escândalo da manipulação de emissões.

Às 10:55, as acções da empresa somavam 5,05% para os 127 euros em Frankfurt, em máximos do ano e a viver a quarta sessão consecutiva de ganhos. Desde 13 de Fevereiro, quando tocou mínimos do ano nos 94 euros, o título já recuperou 35,1% do seu valor unitário em bolsa. Contudo, a série positiva ainda não foi suficiente para levar os títulos ao valor que tinham antes de ter rebentado o escândalo em Setembro passado – estão ainda cerca de 20% abaixo dessa cotação.

A beneficiar as negociações estão as notícias – ainda não confirmadas oficialmente – de que o construtor terá acordado pagar uma indemnização de cinco mil dólares (cerca de 4.400 euros) a cada um dos clientes norte-americanos lesados pelo esquema de manipulação de emissões de gases em veículos produzidos pela empresa.

Segundo a agência Bloomberg, que cita fonte próxima do processo, este compromisso – que deverá ser apresentado São Francisco ao juiz Charles Breyer, com o processo, ainda esta quinta-feira, data limite para encontrar uma solução – levará o construtor a ter de provisionar pelo menos 10 mil milhões de dólares (8,84 mil milhões de euros à cotação actual).

Além de indemnizar os proprietários dos 600 mil veículos afectados, a empresa ter-se-á comprometido a resolver gratuitamente o problema. Mas a Bloomberg refere que é incerto se este montante será suficiente para evitar que todos os processos judiciais em preparação cheguem a julgamento.

"Um acordo amplo que cubra a maioria dos impactos financeiros potenciais no mercado norte-americano será claramente positivo para a Volkswagen, pois reduzirá a incerteza em relação ao futuro", defendeu numa nota citada pela Bloomberg o analista Marc-Rene Tonn, da Warburg Research.

O jornal alemão Die Welt avançou esta quarta-feira que o acordo estava fechado entre a VW, a agência ambiental norte-americana (que desencadeou o escândalo) e os clientes lesados.

O fabricante já tinha colocado de parte 6.700 milhões de euros para suportar custos com a recolha de veículos afectados, que na Europa deverão chegar aos 8,5 milhões, de entre os 11 milhões abrangidos em todo o mundo.

O valor total a provisionar deve ser anunciado a 28 de Abril, quando forem conhecidos os resultados de 2015.

As despesas com a resolução deste problema poderão deixar os accionistas de mãos a abanar em matéria de dividendos relativos ao exercício de 2015. Analistas sondados pela agência Reuters esperam, em média, uma queda de 70% nos lucros operacionais da empresa no último trimestre do ano, para os 992 milhões de euros.

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