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Schäuble e os bónus na Volkswagen: "Há algo que não está bem"

O ministro das Finanças de Angela Merkel veio a público criticar os bónus pagos aos executivos da empresa, depois do escândalo das emissões.

02 de Maio de 2016 às 14:26

O escândalo das emissões da Volkswagen continua a fazer correr muita tinta na Alemanha. Desta vez, foi o próprio Governo de Angela Merkel que mostrou publicamente a sua indignação por os administradores da companhia receberem bónus depois da fraude das emissões.

"Não consigo perceber como é que alguém leva uma grande empresa alemã para uma crise que ameaça a sua própria existência e depois vem defender os seus bónus publicamente. Há algo que não está bem", disse o ministro das Finanças alemão em entrevista.

As declarações de Wolfgang Schäuble foram feitas em entrevista ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung e divulgadas pelo sítio Politico esta segunda-feira, 2 de Maio.

O escândalo das emissões da Volkswagen explodiu em Setembro de 2015 e os executivos de topo da companhia receberam um total de 63,2 milhões de euros em vencimentos relativos ao ano passado.

 

Depois da manipulação ter sido revelada, a marca alemã veio a público admitir que 11 milhões de automóveis tinham um software instalado que detectava a existência dos testes, reduzindo temporariamente as emissões poluentes.

Isto permitia que os testes demonstrassem resultados dentro dos limites estabelecidos, enquanto os automóveis circulavam na estrada com emissões acima do permitido.

A companhia anunciou entretanto o congelamento de 30% dos bónus dos gestores, mas reserva-se ao direito de os pagar caso a performance da empresa recupere no espaço de três anos.

Antes, tinha sido a vez do governo do Estado da Baixa Saxónia, onde se localizava a sede da Volkswagen de criticar os bónus da empresa. O governo estadual detém uma fatia de 20% da construtora automóvel e dois dos 20 lugares no conselho de supervisão, o órgão que decide sobre os pagamentos.

A revista alemã Der Spiegel revelou que vários membros da administração da empresa tinham-se recusado a desistir dos bónus, preferindo proceder a cortes. 

Antes, tinha sido a vez do governo do Estado da Baixa Saxónia, onde se localizava a sede da Volkswagen de criticar os bónus da empresa. O governo estadual detém uma fatia de 20% da construtora automóvel e dois dos 20 lugares no conselho de supervisão, o órgão que decide sobre os pagamentos.

A revista alemã Der Spiegel revelou que vários membros da administração da empresa tinham-se recusado a desistir dos bónus, preferindo proceder a cortes. 

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