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Vendas de automóveis em 2025 com ligeiro avanço na Europa, elétricos aceleram

Registou-se ainda um declínio dos carros a combustíveis fósseis, cuja quota de mercado perdeu dez pontos percentuais num ano, passando de 45,2% em 2024 para 35,5% em 2025.

Vendas de automóveis em 2025 com ligeiro avanço na Europa, elétricos aceleram
Vendas de automóveis em 2025 com ligeiro avanço na Europa, elétricos aceleram Americo Roberto / Lusa - EPA
27 de Janeiro de 2026 às 09:03

Os veículos elétricos e híbridos impulsionaram as vendas de carros novos na Europa em 2025, com um aumento global de 1,8%, apesar da queda dos modelos a gasolina ou diesel, foi esta terça-feira anunciado.

Impulsionados por modelos mais acessíveis e incentivos à compra, os carros novos totalmente elétricos viram as vendas disparar quase 30% no ano passado, para 1,88 milhões de unidades, ou 17,4% de quota de mercado (13,6% em 2024), de acordo com os números publicados pela Associação Europeia dos Fabricantes Europeus de Automóveis (ACEA, na sigla francesa).

Esta ascensão é visível nos quatro principais mercados do continente europeu, embora com contrastes: +77% em Espanha, +43,2% na Alemanha, +18,1% nos Países Baixos, +12,6% na Bélgica e +12,5% em França.

Os carros híbridos não recarregáveis continuam a ser os mais vendidos na Europa, com 3,7 milhões de unidades e pouco mais de um terço do mercado. Mas o aumento (13,7%) é significativamente menos dinâmico do que o dos híbridos recarregáveis, que, com um milhão de unidades vendidas, saltam para 9,4% do mercado.

Existe uma exceção: a França, onde as vendas de híbridos recarregáveis caíram 26%.

Em contrapartida, 2025 consagrou o declínio dos carros a combustíveis fósseis, cuja quota de mercado perdeu dez pontos percentuais num ano, passando de 45,2% em 2024 para 35,5% em 2025.

Com 2,88 milhões de unidades, os modelos a gasolina viram as matrículas recuar 18,7% e representam agora apenas 26,6% do mercado europeu, contra um terço em 2024.

Foi em França que a queda foi mais acentuada (-32%), seguida de Alemanha (-21,6%), Itália (-18,2%) e Espanha (-16%).

O diesel continua em declínio, com uma queda nas vendas de 24,2% e uma quota de mercado de 8,9%.

Por fabricantes, o balanço diverge. As vendas da líder Volkswagen aumentaram 5,5%, enquanto as da segunda colocada, Stellantis, diminuíram 4,7%. Por outro lado, a Renault, em terceiro, ganhou 5,6%, impulsionada principalmente pelo R5 elétrico. Seguem-se a Hyundai e a Toyota, em queda, -3,1% e -6,3%, respetivamente -, e a BMW, com um aumento de 6,4%.

Em 10.º lugar no ranking, o primeiro vendedor chinês, SAIC, apresenta um aumento de 34%, enquanto a norte-americana Tesla, em 12.º lugar, caiu 38%. A chinesa BYD, em 14.º lugar, triplicou as vendas.

"Tendo em conta os objetivos europeus de CO2 para automóveis e veículos comerciais em 2030, a quota de mercado dos automóveis elétricos a bateria deverá quase triplicar para que os fabricantes possam atingi-los sem incorrer em penalizações", afirmou Sigrid de Vries, diretora-geral da ACEA.

Considerando todas as fontes de energia, o mercado automóvel cresceu mais rapidamente do que em 2024, para 10,8 milhões de carros novos. Este nível continua muito longe dos níveis anteriores à epidemia de covid-19, com cerca de 15 milhões.

França (-5%), Itália (-2,1%) e Bélgica (-7,5%) colocaram menos carros novos nas estradas em 2025, ao contrário da Alemanha (+1,4%) e da Espanha (+12,9%).

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