Banco BIC indisponível para entrar no capital do Banif
"Em Portugal, para já, estamos a solidificar. O Banif não é uma possibilidade porque não temos condições em termos de estrutura para adquirir o Banif", afirmou o banqueiro.
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"Não vamos ser nós [o parceiro estratégico que o Banif procura], nesta fase. Nem com uma participação minoritária", sublinhou o presidente do BIC Angola.
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Ainda assim, Fernando Teles disse que o Banco BIC poderá alterar esta posição, caso hajam mudanças significativas na situação do Banif.
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"Se o Banif fosse vendido como foi vendido o BPN [Banco Português de Negócios]... Isto é, se o Banif estivesse à venda, e nós pudéssemos concorrer a comprar partes do Banif, se calhar, éramos capazes de analisar o assunto", disse.
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Porém, na situação actual, "integrar o Banif no BIC, nesta altura, não". Isto, porque o gestor entende que o grupo bancário luso-angolano, neste momento, "não tem condições" para o fazer.
Além disso, acrescentou, o BIC "não conhece a situação do Banif e não a está a analisar".
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E realçou: "Que nós saibamos, não é um banco que esteja à venda, sequer".
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Segundo Fernando Teles, a prioridade da gestão é "fazer avançar mais o projecto do Banco BIC Português, admitindo novos quadros".
A este respeito, o banqueiro admitiu que o BIC "tem ido buscar alguns quadros ao Barclays", estando a solidificar as equipas de gestão do banco que detém em Portugal.
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De resto, a prioridade do banco em Portugal é crescer organicamente e, desde que tomou conta do BPN, adquirido há 18 meses ao Estado Português por 40 milhões de euros, os depósitos do BIC já quase que duplicaram.
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"A fusão dos dois bancos [BIC Português e BPN] dava depósitos totais de 2,1 mil milhões de euros (o BPN tinha 1,8 mil milhões de euros e ao fim de um mês já tinha descido 100 milhões de euros por causa da retirada dos fundos para a Caixa Geral de Depósitos do próprio grupo BPN). Agora, estamos com quase 4 mil milhões de euros em depósitos", salientou.
De acordo com o banqueiro, que além de presidir ao BIC Angola é accionista de ambos os BIC, esta evolução "mostra que há muito trabalho feito pelas equipas do ex-BPN, que tinha bons recursos humanos, mas que estavam desmotivados com a situação que tinha sido criada" desde a sua nacionalização, em 2008.
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"Até tendo em atenção a conjuntura hoje em Portugal, não é fácil motivar as equipas e fazê-las roubar mercado a outros bancos", sublinhou.
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Já ao nível do crédito concedido, o BIC Português cresceu 900 milhões de euros desde a fusão com o BPN, para um total na ordem dos 3 mil milhões de euros.
Em termos de resultados para 2013, o responsável disse que, devido dos custos com a aquisição do BPN ao Estado, ficará satisfeito "se o resultado líquido tender para zero" neste segundo ano de actividade.
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"Até porque o nosso objectivo principal era crescer em depósitos e em crédito, para podermos estar à vontade em termos de pagamento de custos, e estamos a conseguir isso. Os custos estão a começar a ser suportados pelas receitas", revelou, acrescentando que "dentro de mais um ano ou dois o BIC Português vai ser um banco com uma boa situação económico-financeira".
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No que toca ao BIC Angola, depois dos lucros de 168 milhões de dólares (125 milhões de euros) obtidos em 2012, o gestor espera um resultado líquido ligeiramente superior em 2013.
"Em Angola, o BIC cresceu de forma sustentada e rápida. Somos, hoje, a maior rede comercial privada de Angola, com 203 balcões dispersos por 73 municípios", frisou.
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A entidade é ainda líder no movimento cambial e a terceira ao nível da concessão de crédito, que ultrapassa já os 5,3 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).
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O BIC Angola conta com quase 1.900 trabalhadores e o BIC Português tem praticamente 1.200 colaboradores.
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