José de Matos rejeita taxas negativas nos créditos

A orientação do Banco de Portugal de que nos depósitos não pode haver taxas negativas serve para José de Matos defender uma simetria com o crédito.
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Gago 11 de Fevereiro de 2015 às 19:57

Há taxas Euribor em valores negativos. José de Matos, presidente da CGD, reconhece que "essa é uma questão difícil de prática de mercado e de supervisão comportamental. Estamos a acompanhar o que o sector está a fazer e a própria APB (Associação Portuguesa de Bancos) também está a avaliar esta questão", declarou o responsável.

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José de Matos lembrou que o supervisor tem uma posição para os depósitos, de que não pode haver taxas negativas. "Há boas razões para haver um tratamento simétrico nas operações activas", ou seja, no crédito concedido aos clientes.

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"Não remunero negativamente um depósito, também não devo fazê-lo nas operações activas", ou seja, assumir taxas negativas para o crédito.

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Mas, se vier alguma orientação do Banco de Portugal para o crédito, a CGD garante que será analisada.

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José de Matos admite, ainda, a possibilidade de haver orientações europeias. Mas "não sei se haverá", avisa.

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Mas diz que "uma maior simetria entre operações activas e passivas é uma atitude equilibrada na relação com os clientes. Equilíbrio e proporcionalidade na relação com os clientes são os princípios orientadores".

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Sobre a possibilidade de os clientes poderem vir a contestar judicialmente esta prática, o presidente da Caixa diz que "onde há contratos pode haver processos".

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