JP Morgan regista segundo melhor trimestre de sempre. Lucros ultrapassam os 16 mil milhões

O banco liderado por Jamie Dimon viu os lucros subirem 13% num ano que começou agitado no contexto internacional.
Jamie Dimon, CEO do JP Morgan
Rebecca Blackwell / AP
Inês Santinhos Gonçalves 12:47

O maior banco norte-americano, o JP Morgan, viu os seus lucros aumentarem 13% para 16,5 mil milhões de dólares no primeiro trimestre do ano, batendo as expectativas dos analistas, compiladas pela Bloomberg, que apontavam para 15,2 mil milhões.

No trimestre homólogo, o banco liderado por Jamie Dimon tinha registado lucros de 14,6 mil milhões. Trata-se, assim, do segundo melhor trimestre de sempre do JP Morgan - o primeiro continua a ser em 2024, quando o banco obteve lucros de 18,1 mil milhões de dólares, beneficiando da venda da participação que tinha na Visa.

PUB

A guerra no Irão e a intervenção militar americana na Venezuela ajudaram às contas, tendo gerado intensa negociação.

Hoje será um dia agitado em Wall Street, já que se espetra a divulgação das as contas do Wells Fargo e do Citigroup. . Já na segunda-feira o 

Apesar dos bons resultados, o banco reviu em baixa a sua previsão para a margem financeira em 2026. O JP Morgan espera agora uma margem de cerca de 103 mil milhões de dólares este ano, abaixo dos 104,5 mil milhões previstos em fevereiro. A margem financeira foi de quase 96 mil milhões de dólares em 2025.

PUB

O CEO, Jamie Dimon, mostrou-se confiante em relação à economia norte-americana, dizendo que "permanece resiliente", com o consumo forte. "Vários fatores favoráveis estão a sustentar esta resiliência, incluindo o aumento do estímulo orçamental, os benefícios à desregulamentação, o investimento de capital impulsionado pela IA e as compras de ativos pela Fed", disse, num comunicado divulgado juntamente com os resultados financeiros do banco.

Ainda assim, alertou: "Há um conjunto de riscos cada vez mais complexo, como tensões geopolíticas e guerras, volatilidade dos preços da energia, incerteza comercial, grandes défices globais e preços elevados dos ativos".

(Notícia atualizada)

PUB




PUB
Pub
Pub
Pub