JP Morgan regista segundo melhor trimestre de sempre. Lucros ultrapassam os 16 mil milhões
O maior banco norte-americano, o JP Morgan, viu os seus lucros aumentarem 13% para 16,5 mil milhões de dólares no primeiro trimestre do ano, batendo as expectativas dos analistas, compiladas pela Bloomberg, que apontavam para 15,2 mil milhões.
No trimestre homólogo, o banco liderado por Jamie Dimon tinha registado lucros de 14,6 mil milhões. Trata-se, assim, do segundo melhor trimestre de sempre do JP Morgan - o primeiro continua a ser em 2024, quando o banco obteve lucros de 18,1 mil milhões de dólares, beneficiando da venda da participação que tinha na Visa.
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A guerra no Irão e a intervenção militar americana na Venezuela ajudaram às contas, tendo gerado intensa negociação.
Hoje será um dia agitado em Wall Street, já que se espetra a divulgação das as contas do Wells Fargo e do Citigroup. A gestora de ativos BlackRock já publicou os resultados esta terça-feira, registando o melhor primeiro trimestre em cinco anos com recorde nos ETF. Já na segunda-feira o Goldman Sachs tinha dado conta do melhor trimestre em cinco anos.
Apesar dos bons resultados, o banco reviu em baixa a sua previsão para a margem financeira em 2026. O JP Morgan espera agora uma margem de cerca de 103 mil milhões de dólares este ano, abaixo dos 104,5 mil milhões previstos em fevereiro. A margem financeira foi de quase 96 mil milhões de dólares em 2025.
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O CEO, Jamie Dimon, mostrou-se confiante em relação à economia norte-americana, dizendo que "permanece resiliente", com o consumo forte. "Vários fatores favoráveis estão a sustentar esta resiliência, incluindo o aumento do estímulo orçamental, os benefícios à desregulamentação, o investimento de capital impulsionado pela IA e as compras de ativos pela Fed", disse, num comunicado divulgado juntamente com os resultados financeiros do banco.
Ainda assim, alertou: "Há um conjunto de riscos cada vez mais complexo, como tensões geopolíticas e guerras, volatilidade dos preços da energia, incerteza comercial, grandes défices globais e preços elevados dos ativos".
(Notícia atualizada)
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