Líder do Santander acredita que EUA e Espanha vão retomar “relação fantástica” em breve
A presidente executiva do Banco Santander, Ana Botín, procurou desvalorizar o conflito que surgiu entre os EUA e Espanha, depois das ameaças de Donald Trump de cortar as ligações comerciais com o país, pelo facto de o Governo de Pedro Sánchez não ter autorizado a utilização das bases norte-americanas em território espanhol para os ataques ao Irão.
“Espanha e os EUA têm uma relação fantástica desde sempre, há séculos”, disse Botín numa entrevista à Bloomberg TV em Nova Iorque. “Estou certa de que isso vai acontecer novamente muito em breve”, afirmou após a retaliação do Presidente dos EUA.
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“O Santander é um grande investidor nos EUA. Vemo-nos como uma ponte entre os EUA, a Europa, a América Latina. Temos 5 milhões de clientes norte-americanos. Este é um grande país e vamos investir mais", prometeu.
Botín recordou que o Santander é “um dos grandes bancos financiadores do comércio a nível mundial” e que “há uma conexão entre os dois países”. A líder do Santander continua a acreditar que “a relação de longo prazo é forte”. “Vivemos em tempos extraordinários”, afirma.
O Santander tem uma presença significativa nos EUA, tendo chegado a acordo recentemente para comprar o banco Webster Financial por 12 mil milhões de dólares. O grupo tem fortes ambições de crescimento no mercado bancário norte-americano.
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Trump anunciou esta terça-feira que deu ordens ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, para “cortar todo o comércio com Espanha”, desagradado com a atitude do Governo espanhol, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, em não autorizar o uso das bases na ofensiva de bombardeamentos ao Irão.
Ainda não é conhecido o impacto que as ameaças de Trump poderão ter nas empresas dos EUA que operam no país. O Presidente norte-americano sugeriu que poderá aplicar um embargo aos bens importados de Espanha, embora as relações comerciais com os EUA sejam em grande parte reguladas pela UE.
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