Lloyds desilude nos resultados com provisões para escândalo de seguros
O britânico Lloyds Bank, liderado pelo português António Horta Osório, apresentou resultados líquidos para o último semestre abaixo do esperado. A prejudicar estiveram as provisões feitas para enfrentar possíveis encargos relacionados com a venda desleal de seguros.
O Lloyds apresentou lucros antes de impostos de 2,9 mil milhões de libras (cerca de 3,2 mil milhões de euros) para a primeira metade do ano, que comparam com a expectativa de 3,45 mil milhões avançada pelos analistas consultados pela Reuters. Os números apresentados foram ainda 7% abaixo dos registados no primeiro semestre do ano anterior.
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A afetar negativamente estiveram as provisões de 550 milhões de libras que o banco realizou para fazer face a possíveis despesas com a compensação de clientes que sofreram de más práticas na venda de seguros sobre os pagamentos. O programa de compensação aos clientes deverá terminar em agosto, depois de o Lloyds se tornar o banco britânico que mais despendeu com este tema, entre os vários que tiveram práticas semelhantes. A instituição liderada por Horta Osório já havia gasto um total de 19,4 mil milhões de libras até ao final de 2018.
Sem olhar aos custos não recorrentes, o banco esteve alinhado com as estimativas dos especialistas para os lucros, que se posicionaram nos 4,2 mil milhões de libras. O produto bancário cifrou-se nos 8,8 mil milhões de libras com uma taxa de margem financeira de 2,9%. Os custos de 4 mil milhões ficaram 5% abaixo do mesmo período do ano anterior.
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