Taxas de juro no crédito à habitação mais baixas mas para reabilitar já sobem
A taxa de juro implícita dos bancos para concederem crédito à compra ou construção de casa voltou a baixar em julho. Segundo o INE, a taxa implícita foi de 0,8% no sétimo mês do ano, baixando face aos 0,811% de junho. É o 12.º mês seguido em que a taxa desce. Em janeiro de 2020 estava mesmo acima de 1%, tendo desde fevereiro do ano passado baixado essa fasquia e aí permanece.
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Na primeira entrada deste indicador, em janeiro de 2009, a taxa implícita marcava 5,798%, que é, aliás, o valor mais elevado desta série do INE.
Apesar da queda no conjunto dos créditos em julho, a taxa implícita para reabilitação subiu pelo segundo mês consecutivo. Em julho, a taxa implícita para reabilitação fixou-se nos 0,937%. A taxa implícita mais baixa é para construção de casa, que está nos 0,643%. A compra de casa tem uma taxa implícita de 0,816%.
Nos contratos feitos nos últimos três meses a taxa desceu de 0,693% em junho para 0,674% em julho, face aos 0,717% dos contratos celebrados nos últimos seis meses e de 0,825% do último ano.
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Segundo os dados do INE, e considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação manteve-se nos 235 euros, sendo 38 euros (16%) juros e 197 euros (84%) amortização de capital amortizado. Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação desceu 7 euros, para 285 euros. Já o capital médio em dívida subiu 328 euros face a junho para 56.790 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi 116.815 euros, mais 1.950 euros que em junho.
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