UBS quer sugerir produtos financeiros "a la" Netflix
O banco suíço UBS está a tentar utilizar algoritmos para oferecer as recomendações mais adequadas aos seus clientes, na hora de compor a respectiva carteira de investimentos. Este é um programa ainda em desenvolvimento, mas a ideia já tem um paralelo bem conhecido do público: a plataforma de streaming Netflix, ou mesmo o par do mundo da música, o Spotify, que sugerem novas séries ou músicas consoante o historial de escolhas de cada utilizador.
"O que estamos a tentar fazer é apresentar uma oferta de negociações prováveis e interessantes aos nossos clientes", explica o director de "data science" da instituição, Giuseppe Nuti, em declarações ao Financial Times. Geralmente, os comerciais do banco estão encarregues de identificar as preferências do cliente e apresentar-lhe as alternativas. "Estamos a tentar automatizar isso", resume Nuti.
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O recurso a novas tecnologias para esta tarefa significa que o trabalho dos agentes comerciais do UBS, até agora "imune à revolução tecnológica", tem "tendência a mudar". Para já, estes ainda detêm um papel importante no processo: são estes profissionais de carne e osso que avaliam se as recomendações avançadas pelo software estão ou não em condições de serem apresentadas aos clientes, mas a ideia é eliminar este passo assim que o programa possuir dados suficientes para proceder a uma boa análise por si só.
A iniciativa surge numa altura em que a banca está sob a pressão de se reinventar nas áreas chave do negócio, na sequência da emergência de empresas financeiras ricas em tecnologia, como é o caso das fintech.
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