Banca & Finanças Angola deve ditar regresso do Banco BPI aos prejuízos

Angola deve ditar regresso do Banco BPI aos prejuízos

A venda do controlo do BFA deve levar o BPI a reconhecer um impacto negativo de 212 milhões nas contas do trimestre. Analistas do CaixaBI prevêem que o banco tenha um prejuízo de 139 milhões devido a este efeito.
Angola deve ditar regresso do Banco BPI aos prejuízos
Paulo Duarte/Negócios
Maria João Gago 25 de abril de 2017 às 21:30
O BPI deverá voltar a apresentar resultados negativos no primeiro trimestre deste ano, devido ao impacto da venda de 2% do Banco de Fomento Angola (BFA), concretizada a 5 de Janeiro. De acordo com as estimativas apresentadas pela instituição no relatório e contas do ano passado, a venda do controlo do BFA levou a instituição a reconhecer perdas que terão superado os 200 milhões. Devido a este efeito, o BPI terá tido prejuízos de 139 milhões no final de Março, de acordo com as previsões do Caixa Banco de Investimento.

O impacto negativo da venda de 2% da operação de Angola à Unitel resulta, sobretudo, da desvalorização do kwanza. A perda de valor da moeda angolana levou o BPI a registar reservas cambiais que deverão ter um impacto negativo de 182 milhões nos resultados. Além disso, a transacção tem ainda um efeito fiscal negativo de 36,7 milhões, o que eleva a 212,3 milhões as perdas que a alienação do BFA terá nas contas da instituição.

Este impacto resulta do facto de o BPI ter deixado de consolidar a sua participação no banco angolano. O grupo controlado pelo CaixaBank vendeu 2% do BFA, passando a ter 48,1%, e deixou de ter qualquer influência na gestão, por exigência do Banco Central Europeu.
Excluindo este impacto extraordinário, as estimativas do CaixaBI apontam para um lucro de 73,6 milhões, um aumento de 61% face aos lucros apurados no final do primeiro trimestre do ano passado.

Os resultados recorrentes do BPI terão sido impulsionados pelo crescimento da margem financeira e das comissões líquidas. Os analistas do CaixaBI acreditam que a margem financeira tenha aumentado 7,4% no primeiro trimestre face ao período homólogo de 2016, totalizando 101,6 milhões de euros. Os ganhos com serviços cobrados a clientes terão subido 3%, para 62,9 milhões, enquanto os resultados de operações financeiras terão sido positivos em 12,6 milhões.



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