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Bankia cai mais de 14% depois de FROB destapar buraco nas contas

A cotação em bolsa do Bankia e do Banco de Valencia afundaram no início da sessão desta quinta-feira. Informações divulgadas pelo fundo de reestruturação ordenada bancária dando conta do valor dos bancos penalizaram o seu desempenho bolsista.

27 de Dezembro de 2012 às 14:37

O Bankia caiu mais de 14% na bolsa espanhola no início da sessão de hoje e segue agora a perder 13,27% para 0,595 euros. Na última quarta-feira, dia 26 de Dezembro, o fundo de reestruturação ordenada da banca (FROB), divulgou que o valor do BFA - detentor do Bankia - era de 10.444 milhões de euros negativos. No caso concreto do Bankia o valor é de 4.148 milhões de euros negativos, segundo o jornal espanhol "Expansión".

Em Julho de 2011, quando o Bankia começou a negociar em bolsa as suas acções valiam 3,75 euros, de acordo com o "El País". O valor contabilístico da empresa era, então, de 10.240 milhões de euros. A descida em bolsa do Bankia, nesta sessão, aproxima os valores do mínimo histórico de 0,48 euros e aumenta a desvalorização anual do banco para mais de 80%.

A recapitalização do Bankia ocorrerá através da emissão de obrigações contingentes convertíveis (CoCo) no valor de 10.700 milhões de euros que serão subscritos pelo BFA. Estas obrigações converter-se-ão em capital depois de uma operação de redução de capital realizada pelo banco para consolidar os seus recursos próprios.

O FROB anunciou também que o valor de liquidação do Banco de Valencia, que também será recapitalizado por este fundo, ascende aos 6.341 milhões de euros. No início da sessão o Banco de Valência (BVA) perdia 12,62% e segue agora a desvalorizar 12,62% para 0,09 euros. As acções do BVA deverão ser, futuramente, transmitidas pelo FROB à CaixaBank.

Uma redução do valor nominal das acções do BVA de 0,20 euros por acção para 0,01 euros por acção será operada pelo FROB de modo a absorver e a equilibrar as contas.

Os quatro bancos espanhóis nacionalizados, BFA-Bankia, Banco de Valência, CatalunyaBanc e NGC Banco deverão receber uma ajuda pública de 36.968 milhões de euros. A injecção de dinheiro visa reduzir a necessidade de capital dos bancos.

As instituições bancárias nacionalizadas transferirão para o "banco tóxico", Sareb, 37.110 milhões de euros em activos em activos tóxicos com o fim de cumprir o plano de consolidação. 

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