Banca & Finanças BCP vê com "apreensão" injeção no Novo Banco 

BCP vê com "apreensão" injeção no Novo Banco 

O Novo Banco deverá receber uma injeção de mais de mil milhões de euros do Fundo de Resolução.
Rita Atalaia 21 de fevereiro de 2019 às 19:17

Miguel Maya, presidente executivo do BCP, diz ver com "apreensão" a nova injeção de capital no Novo Banco. O banco liderado por António Ramalho deverá pedir mais de mil milhões de euros ao Fundo de Resolução.

 

"Não vemos com surpresa" a injeção de mais de mil milhões no Novo Banco, começa por afirmar Miguel Maya na apresentação de resultados anuais do BCP, quando anunciou que vai voltar a pagar dividendos aos acionistas. 

 

Isto porque "o modelo de incentivos é propenso a que haja essa tentação de retirar o máximo possível do Fundo de Resolução", notou. É uma injeção que causa "apreensão" ao BCP, disse Miguel Maya.

 

O Novo Banco prepara-se para pedir ao Fundo de Resolução um valor superior a mil milhões de euros, de acordo com o Jornal Económico, que cita fontes próximas do processo.

 

Este valor fica bem acima dos 850 milhões de euros que o Governo inscreveu como teto máximo no orçamento do Estado para 2019.

 

A injeção de capital, que deverá ser anunciada em março, ocorre no âmbito das condições acordadas quando 75% do banco foi vendido à Lone Star.

 

Caso se confirme esta verba, elevar-se-á para cerca de 1,8 mil milhões de euros o montante do mecanismo de capital contingente usado pelo banco liderado por António Ramalho.

 

O presidente do Novo Banco admitiu em janeiro que seria necessário mais capital público, sem adiantar o valor.




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