Banca & Finanças BCP aumenta lucros em 61,5% para 301,1 milhões de euros

BCP aumenta lucros em 61,5% para 301,1 milhões de euros

O banco liderado por Miguel Maya conseguiu, em 2018, aumentar os lucros face aos 186,4 milhões de euros registados no ano anterior.
BCP aumenta lucros em 61,5% para 301,1 milhões de euros
Rita Atalaia 21 de fevereiro de 2019 às 17:11

O BCP conseguiu aumentar os lucros no ano passado em comparação com os 186,4 milhões de euros registados no ano anterior. 

 

De acordo com as contas para 2018 do banco liderado por Miguel Maya, divulgadas esta quinta-feira, 21 de fevereiro, o lucro líquido situou-se nos 301,1 milhões de euros, o que representa um aumento de 61,5% face ao ano anterior (186,4 milhões de euros).

 

2018 foi assim o segundo ano consecutivo de aumento dos lucros no banco e o quarto exercício seguido em que a instituição fecha com resultados líquidos positivos.



De acordo com a Bloomberg, as projeções apontavam para uma média de 337,7 milhões de euros em resultados líquidos no exercício do ano passado. A este valor correspondia o nível de lucros mais elevado desde 2007. Aos 301,1 milhões de euros apurados corresponde o valor mais alto desde 2010 (301,6 milhões de euros). O BCP anunciou ainda que pretende pagar dividendos, o que também se verifica pela primeira vez desde 2010.

"Esta evolução beneficiou sobretudo da forte recuperação do desempenho em Portugal, embora também reflita o maior contributo da atividade internacional comparativamente com o ano anterior", realça o banco no comunicado de apresentação de resultados.

Lucros em Portugal mais do que duplicam
O BCP mais do que duplicou os lucros em Portugal para 115,5 milhões de euros, enquanto a actividade internacional registou um aumento de 27,8% para 186,9 milhões, "tendo beneficiado do desempenho favorável de todas as subsidiárias, salientando-se o aumento do contributo das subsidiárias na Polónia e em Moçambique e do Banco Millennium Atlântico em Angola".

No período em análise, o produto bancário caiu 0,5% para 2,18 mil milhões de euros, e a margem financeira tenha aumentado 2,3% para 1,4 mil milhões de euros.

Já as comissões cresceram 2,6% para 684 milhões de euros. Em Portugal, o crescimento das comissões foi de 4,3% para 475 milhões de euros. A margem financeira subiu 2,3% para 1.423,6 milhões de euros.

 

Quanto à qualidade dos ativos, os NPE (Non-Performing Exposure) recuaram para 5,5 mil milhões de euros, o que se traduz numa queda de 2,1 mil milhões de euros em comparação com o final de 2017. A imparidade do crédito (líquida de recuperações) baixou 25,3% para 465,9 milhões de euros. 

 

Os custos operacionais aumentaram no ano passado, situando-se nos 997,8 milhões de euros face aos 968,4 milhões de euros no ano anterior, "traduzindo o crescimento verificado quer na atividade em Portugal, quer na atividade internacional". 

O crédito a clientes (bruto) estabilizou em 51.032 milhões de euros e os recursos totais de clientes aumentaram 5,2% para 74.023 milhões de euros. 

 

A nível dos rácios de capital, houve um reforço no ano passado, para os 14,5%, "impulsionado pela emissão de AT1 realizada em janeiro de 2019", nota o banco.






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