Banca & Finanças BPI altera estatutos e permite recondução de Ulrich

BPI altera estatutos e permite recondução de Ulrich

A administração do BPI propõe que quem tem mais de 62 anos possa ser eleito para a comissão executiva, ao contrário do que estava definido até aqui. Fernando Ulrich, que completou 63 anos em 2015, volta a estar dentro das possibilidades de uma recondução.
BPI altera estatutos e permite recondução de Ulrich
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 05 de abril de 2016 às 00:18

Fernando Ulrich vai poder candidatar-se no próximo ano à liderança do BPI. Essa é uma consequência caso os accionistas, reunidos na assembleia-geral de 28 de Abril, aprovem a alteração de estatutos proposta pela administração.

 

"Não podem ser designados para a comissão executiva membros do conselho de administração que, a 31 de Dezembro do ano anterior a` data da designação, tenham idade igual ou superior a 62 anos".

 

A eliminação deste artigo dos estatutos do BPI é uma das propostas apresentadas pela administração liderada por Artur Santos Silva, para o encontro marcado para 28 de Abril, segundo comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

Segundo a administração, esta é uma regra que "se revela demasiado restritiva, no sentido de que impede a implementação de soluções de composição daquele órgão executivo que são do interesse do Banco BPI".

 

Em Abril de 2015, Fernando Ulrich completou 63 anos de idade logo, a 20 de Abril de 2017, data em que termina o mandato da actual equipa de gestão, já não poderia ser reconduzido. Quando questionado sobre o facto de já não poder continuar na liderança do BPI, Ulrich afirmou que "o futuro a Deus pertence e, neste caso, aos accionistas".

 

É pela mão da administração que vem a proposta de alteração dos estatutos mas serão os accionistas que vão decidir.  "O meu compromisso com o BPI é absolutamente total e, portanto, eu farei exactamente aquilo que os accionistas do banco querem que eu faça – seja lá o que isto quer dizer – em qualquer momento", disse o CEO do BPI, no final de Fevereiro.

 

Na proposta, também não é imposta qualquer limitação a mandatos seguidos da comissão executiva (é "sempre permitida a sua reeleição), já que há apenas um limite aos membros do conselho fiscal, que só podem ser reeleitos por dois mandatos seguidos.

 

A proposta chega numa altura em que se aproxima do fim o prazo dado pelo Banco Central Europeu para reduzir a exposição ao mercado angolano, 10 de Abril. Uma obrigação que levou a uma tensão entre os maiores accionistas, o Caixabank, com 44%, e a Santoro, com 18,4%, e que os obrigou a negociar nomeadamente devido à participação no angolano BFA. Algo que está a ser negociado em contra-relógio.  

 

Administração pode deliberar aumentos de capital até 500 milhões

 

Outra das possibilidades inscritas nos estatutos do BPI alarga os poderes da administração: o conselho pode deliberar aumentos de capital até 500 milhões de euros.

 

A administração avança ainda com uma sugestão de modificação das regras estatutárias com a antecedência de cinco, e não dez (como até aqui), dias para a convocação das reuniões do conselho. Uma redução do período mínimo que fica ainda salvaguardada com a indicação de "salvo quando as circunstâncias justifiquem uma antecedência menor".

 

Todas as questões serão decididas pelos accionistas a 28 de Abril. 




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