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Carlos Costa: Banif foi "objecto de supervisão acrescida" desde 2013

A injecção de capital no Banif em 2013 foi validada "por autoridades competentes", justificou o governador. Depois disso, garante que foi fazendo uma "supervisão acrescida".

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 29 de Janeiro de 2016 às 18:11
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O Banif foi alvo de uma supervisão específica desde que recebeu 1,1 mil milhões de euros de dinheiro público, assegurou o governador do Banco de Portugal. Segundo disse Carlos Costa no Parlamento, o Banif "foi objecto de supervisão acrescida" desde 2013.

No arranque desse ano, o Estado aceitou injectar, depois de convencido pelo regulador, 1,1 mil milhões de euros no banco para o capitalizar, de modo a que este pudesse respeitar as exigências de capital europeias (no ano anterior, BCP, BPI e CGD também tinham sido ajudados). O Banco de Portugal defende que, na altura, essa foi a decisão acertada.

"O plano de capitalização foi verificado e validado por autoridades competentes, bancos de investimento, acima de qualquer suspeita", declarou Carlos Costa na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, numa audição feita a pedido do PSD. Uma dessas entidades foi o Citi, confidenciou.

Contudo, apesar da injecção de 2013, quase três anos depois o Banif caiu e foi alvo de intervenção estatal a 20 de Dezembro de 2015. E avançou-se para a capitalização naquela altura porque "a opção era capitalização versus liquidação", declarou Carlos Costa. E a liquidação teria muitos maiores custos.

Segundo Carlos Costa, "qualquer plano de capitalização está dependente de condições endógenas" e, disse, o Banco de Portugal não controla essas condições.  O regulador "não é responsável pela gestão do banco", atirou.

 

A intervenção do Banco de Portugal era apenas "acompanhar a execução do plano de recapitalização, produzir relatórios periódicos trimestrais e assegurar que os rácios prudenciais estavam a ser aplicados". "O Banif foi sujeito a todos os procedimentos.

 

Sobre o facto de o Banif não se ter capitalizado de forma a evitar a resolução, Carlos Costa disse que "caberá ao conselho de administração explicar quais foram as restrições e dificuldades que teve na implementação". 

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