Costa faz contrato com Diogo Lacerda Machado mas diz que "dinheiro podia não ser gasto"
O valor do contrato não é conhecido. Mas está fechado. António Costa oficializou o trabalho de Diogo Lacerda Trabalho, como mediador em nome do Governo em vários processos. Mas Costa diz ser dinheiro que podia não ser gasto.
Diogo Lacerda Machado tem ajudado o "amigo" António Costa em alguns dossiês que requerem intermediação. O primeiro-ministro, em entrevista à TSF e ao DN, garante que já fez um contrato para a prestação de serviços deste jurista, mas considera "que é um dinheiro que podia não ser gasto".
Diogo Lacerida Machado "é o meu melhor amigo", assumiu o primeiro-ministro, admitindo que só não integrou o elenco governativo por "razões pessoais", não ligadas a questões financeiras. Mas dada a "relação próxima", aceitou colaborar no que fosse útil. E, de acordo com António Costa, é isso que tem acontecido, nas negociações sobre a TAP, no caso dos lesados do BES, no caso do BPI.
A ajuda era informal, mas agora passou a ser formal, com a celebração de um contrato, anunciou António Costa, que considerou "estonteante este interesse por ele [Diogo Lacerda Machado]". O contrato foi assinado, mas Costa até admite que isso só traz despesa para o Estado. Estava a ajudar sem que houvesse despesa do Estado com o tempo dedicado. Assim, acrescentou, "é mais caro para o Estado. Acho que é simplesmente um dinheiro que podia não ser gasto".
Diogo Lacerda Machado "continuará a colaborar em diferentes dossiês em que a sua 'expertise' negocial tem ajudado". Não foi contratado como advogado, mas ajudará a encontrar soluções, já que, elogia Costa, é um mediador e conciliador "bastante apreciado pelos diferentes intervenientes". Por isso, "sempre que entender que é util e ele estiver disponível ainda bem que posso contar com ele".