Ex-CEO da Rioforte: "Colapso do GES deriva de práticas de gestão deficientes"
O antigo presidente da Rioforte, sociedade que controlava o ramo não financeiro do GES, acredita que havia uma situação financeira “grave” vivida há anos.
A gestão e a situação financeira dos últimos anos conduziram, segundo um dos executivos de empresas do Grupo Espírito Santo, à derrocada de todo o universo.
"Estou hoje convicto, com a informação de que disponho e que é em larga medida pública, que o colapso do GES deriva de práticas de gestão deficientes e de uma situação financeira grave que se prolongavam há anos e que os acontecimentos de Setembro de 2013 a Agosto deste ano representaram, infelizmente, um corolário inevitável".
A afirmação foi feita por João Rodrigues Pena (na foto) na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES. Pena foi o presidente executivo da Rioforte, sociedade que controlava o ramo não financeiro do grupo desde a sua criação, em 2009.
Já nessa altura a Rioforte tinha uma situação financeira "difícil". Mas Pena acreditava que seria possível contorná-la. Contudo, os últimos momentos de vida do grupo – em que foram tomadas medidas relativas à Rioforte sem a sua autorização – mostraram que a empresa "estava, infelizmente, condenada desde o início". Nem que fosse apenas pelo "arrastamento" pela falência do seu accionista único, a Espírito Santo International, que se mostrou ter dívida escondida desde 2008.
A Rioforte está em processo de insolvência no Luxemburgo, onde se encontra a sua sede, por não conseguir cumprir as suas obrigações.