E-Redes: "Colapsou a rede principal, colapsou a redundância e já não havia muito a fazer"
O comboio de tempestades deixou um rasto de destruição no centro do país no início do ano, afetando infraestruturas elétricas críticas e deixando milhares de clientes sem energia. Num debate promovido pelo Negócios sobre a recuperação da rede elétrica após fenómenos extremos, Nuno Cardoso, diretor de ativos da E-Redes, descreveu pela primeira vez em detalhe como a empresa viveu "por dentro" as horas mais críticas da tempestade e o esforço de recuperação que ainda hoje continua no terreno.
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A madrugada em que a tempestade Kristin atingiu o centro do país começou por parecer apenas mais um episódio de mau tempo acompanhado à distância a partir do centro operacional da E-Redes. Mas rapidamente os alertas se multiplicaram, as linhas começaram a cair e até os sistemas de redundância falharam. "Colapsou a rede principal, colapsou a redundância e, portanto, já não havia muito a fazer", recordou esta quinta-feira Nuno Cardoso, diretor de ativos da E-Redes, ao descrever pela primeira vez em detalhe os bastidores de uma das maiores operações de recuperação da rede elétrica dos últimos anos.