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"Holding" de Trump tenta moratória junto do Deutsche Bank

A "holding" que reúne os negócios da família de Donald Trump está a negociar com o Deutsche Bank uma moratória no crédito. Empresa não pode beneficiar de apoios públicos.

Donald Trump
Donald Trump
03 de Abril de 2020 às 19:06

A Trump Organization, "holding" com os negócios da família do presidente dos EUA, está a negociar com o Deutsche Bank o adiamento do pagamento de prestações de créditos, avança o The New York Times, citando fontes próximas do processo.

Segundo o jornal, representantes da Trump Organization contataram a unidade de "private banking" do Deutsche Bank em Nova Iorque no mês passado e as negociações encontram-se a decorrer informalmente. O banco alemão, principal credor da "holding" da família de Donald Trump, está a negociar com outras empresas ligadas ao setor imobiliário nos EUA.

A pandemia da covid-19 tem levado credores e devedores a negociarem moratórias no pagamento das prestações, mas o caso da Trump Organization é mais delicado, refere a Bloomberg. Isto porque o Deutsche Bank decidiu um maior distanciamento em relação aos negócios de Trump após este ter assumido a presidência norte-americana.

O banco alemão emprestou dinheiro a Trump para vários projetos, incluindo um resort de golfe na Florida, um hotel na capital dos EUA e um arranha-céus em Chicago. O resort, perto de Miami, encontra-se encerrado devido à pandemia e o hotel em Washington encerrou o seu restaurante e bar.

Os analistas consideram que o imobiliário comercial é um dos setores mais vulneráveis da economia, com centros comerciais e hotéis por todo o país a terem de permanecer encerrados para tentar conter a propagação da pandemia.

Mas, enquanto outras empresas do setor podem recorrer ao fundo de resgate de 500 mil milhões de dólares criado pela Casa Branca, o presidente e a sua família estão impedidos de o fazer, refere o New York Times.

E, assinala a Bloomberg, a questão é ainda mais complexa para o Deutsche Bank, uma vez que os empréstimos, negociados entre 2012 e 2015, incluem uma garantia pessoal de Donald Trump. O que significa que o banco alemão poderia ver-se na posição de ter de cobrar coercivamente uma dívida a um chefe de Estado em funções se a Trump Organization entrar em "default".

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