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ING vai ser primeiro investidor estrangeiro a entrar como maioritário na China

O maior mercado bancário do mundo – o chinês – está prestes a receber pela primeira vez um investidor estrangeiro com participação maioritária, num acordo entre o Bank of Beijing e o holandês ING.

ING Groep NV
Jasper Juinen/Bloomberg
Negócios jng@negocios.pt 22 de Março de 2019 às 08:25
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O banco holandês ING prepara-se para se tornar a primeira entidade estrangeira a deter uma participação maioritária numa joint-venture na China. Em causa está um negócio com o Bank of Beijing.

O ING pretende fechar uma parceria de 3 mil milhões de yuan com o Bank of Beijing, na qual deterá uma participação de 51%, avança a Bloomberg esta sexta-feira, 22 de março. O negócio deverá focar-se na banca digital e pretende ser "exemplar na abertura do setor financeiro chinês", escreveram ambas as instituições numa nota citada pela agência de notícias.

O negócio aguarda agora a aprovação das autoridades chinesas. Caso haja de facto luz verde para que este avance, abrem-se as portas a outras participações maioritárias num mercado financeiro de 40 biliões de dólares. Por outro lado, a China, que tem reforçado a intenção de se integrar na economia global, poderá receber um grande fluxo de investimento.

O ING já era o maior acionista do Bank of Beijing anteriormente, detendo um participação de 13%. De acordo com as regras antigas, este tipo de participação estava limitado a 20% enquanto que, nas joint-ventures, o teto eram os 50%.

Antes deste negócio, novas regras chinesas já haviam permitido bancos estrangeiros aumentar as participações que detinham em instituições neste país oriental. O americano UBS tornou-se o primeiro a ver aprovado o aumento da respetiva participação num negócio local para 51%. O Nomura e o JPMorgan ainda aguardam as respetivas autorizações.


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