Lucros do banco Sabadell caem 29% no primeiro trimestre
Descida da margem de juros e custos não recorrentes mais expressivos ditam queda dos lucros.
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O Sabadell teve lucros de 347 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, menos 29,1% do que no mesmo período de 2025, anunciou esta terça-feira o banco espanhol.
Esta queda nos lucros deveu-se à descida da margem de juros (a diferença entre os juros pagos e cobrados pelo banco), num contexto de descida das taxas, assim como a menores comissões e custos não recorrentes (extraordinários) associados a um programa de reformas, explicou o grupo financeiro.
Segundo os resultados que comunicou à Comissão Nacional do Mercado de Valores de Espanha (CNMV), a margem de juros do Sabadell nos três primeiros meses do ano foi 872 milhões de euros (menos 3,5% comparando com o mesmo período de 2025).
As comissões líquidas (a diferença entre as que paga e as que cobra) caíram 2,2% no primeiro trimestre, para 315 milhões de euros, devido à menor contribuição das comissões por serviços, disse o banco.
Quanto ao programa de pré-reformas com que avançou o Sabadell, teve um impacto de 55 milhões de euros brutos de custos extraordinários nos resultados do início do ano.
O Sabadell referiu ainda um impacto de 15 milhões de euros de despesas não recorrentes para cobrir flutuações da libra esterlina, associadas à venda ao Santander do TSB, o banco que tinha no Reino Unido.
Na comunicação que fez esta terça-feira com os resultados do primeiro trimestre, o Sabadell destacou que há uma "tendência positiva" da atividade comercial tanto em Espanha como nos mercados estrangeiros onde opera, em especial nos Estados Unidos e no México, e garantiu que mantém as perspetivas de crescimento enunciadas no plano estratégico atualmente em vigor.
O Sabadell, com sede em Barcelona, na Catalunha, é o quarto maior banco espanhol e teve lucros de 1.775 milhões de euros em 2025, menos 2,8% do que no ano anterior.
A queda dos lucros ocorreu num contexto de queda das taxas de juros e num ano em que o Sabadell vendeu a filial britânica (TBS) por 2.650 milhões de libras (3.000 milhões de euros).
Segundo o banco, sem impactos extraordinários, que calcula em 109 milhões de euros, os lucros em 2025 teriam aumentado 3,4%.