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“Não precisava da garantia pública” para dar crédito para a casa a 100%

Miguel Maya defende que o regulador nacional faça uma reflexão com os bancos sobre as regras macroprudenciais que impedem o financiamento da totalidade dos imóveis, algo que atualmente só é possível ao abrigo da garantia pública destinada aos jovens.

Miguel Maya discursa num evento com um gesto positivo
Miguel Maya discursa num evento com um gesto positivo João Cortesão
18 de Novembro de 2025 às 13:12

O BCP quer poder dar crédito a 100% para a compra de habitação própria permanente a todos os seus clientes, não apenas aos jovens que beneficiam da garantia pública. Na “Banca do Futuro”, Miguel Maya pede ao regulador que se oiça os bancos e que, se assim o entender, mude as regras.

“Não há nada que me faça desistir se achar que vale a pena mudar”, atirou Maya quando questionado sobre se faria sentido a banca poder conceder financiamento pela totalidade do valor do imóvel.

“Relativamente ao tema das regras macroprudenciais, tudo o que seja proteger o consumidor e a estabilidade do sistema, acho que faz sentido”, mas no caso do financiamento a 100%, a primeira coisa que temos de ver é: quais é que são as razões de incumprimento no crédito à habitação? É o LTV, é o financiamento a 100%? Ou é o desemprego, a doença e o divórcio? Estas sãs as três maiores causas que estão na origem da maioria das situações”, disse.

“Os 100% [de financiamento no crédito à habitação] fazem sentido”, na opinião de Miguel Maya que diz que não conta “recuperar pela via garantia pública praticamente nada. A única coisa que [esta medida] dá é o conforto de poder fazer esse crédito” para a compra de casa. “Nos casos em que tiver desemprego, a doença e o divórcio vou, então, utilizar a garantia pública”, diz, mas “não precisava da garantia para este efeito”.

É neste sentido que Maya diz que “é preciso que o regulador nacional faça uma reflexão connosco”, para se perceber se faz, ou não, sentido permitir à banca financiar a 100% compra de imóveis pelos particulares. O CEO do BCP quer que o Banco de Portugal “oiça os diferentes pontos de vista e se entender” que faz sentido, mude as regras.

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