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Negociação para a venda do Banif na recta final

Estão em curso negociações para a venda do Banif, apurou o Negócios. Objectivo é fechar um acordo tão breve quanto possível. Anúncio do comprador estará por horas. O Santander poderá ser o comprador, avançou a SIC.

Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 20 de Dezembro de 2015 às 19:56
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As negociações para a venda da posição do Estado no Banif decorrem ao início da noite deste domingo, com o objectivo de fechar um acordo final para que o banco fundado por Horácio Roque regresse a mãos privadas, apurou o Negócios. Segundo avançou a SIC, o Santander é o provável comprador da instituição.

Ao que o Negócios apurou, o objectivo do Banif e do Governo é concluir um entendimento tão rápido quanto possível e comunicar ao mercado qual a solução privada para o banco. O anúncio oficial sobre o novo dono da instituição poderá estar por horas.

O objectivo da negociação final é valorizar ao máximo a participação de 60,53% que o Estado tem no Banif. No entanto, é certo que o Tesouro ficará longe de conseguir recuperar os 700 milhões de euros que aplicou num aumento de capital da instituição, em Janeiro de 2013. Por outro lado, há que garantir que o futuro dono do banco pagará ao Estado a última tranche de 125 milhões de euros de instrumentos de capital contingente ("CoCos"), de um total de 400 milhões que o Tesouro chegou a ter aplicados em "CoCos".

A preocupação em garantir que o Estado recupera estes 125 milhões não é alheia ao facto de ter sido precisamente por o Banif ter falhado o reembolso desta tranche que Bruxelas tem em curso uma investigação aprofundada à ajuda pública à instituição, que chegou a 1.100 milhões.


O banco liderado por Jorge Tomé recebeu seis propostas de compra. Entre os seis candidatos estão dois bancos, o Santander e o Popular; três sociedades gestoras de "private equity", como a Apollo Global Management e a JC Flowers; além de um fundo sino-americano e outro investidor cuja identidade não é conhecida.

Veículo imobiliário pode ser vendido à parte
O acordo de venda da posição do Estado pode deixar de fora o fundo que o Banif criou para concentrar a carteira de imóveis e o crédito imobiliário. As ofertas dos diversos candidatos podiam deixar de fora este veículo ou incluí-lo no perímetro de activos a adquirir. No entanto, o objectivo da instituição é vender também este fundo.

O processo de alienação deste veículo tem estado a decorrer em paralelo à operação de venda do negócio bancário. Na última sexta-feira, a instituição recebeu propostas não vinculativas para a compra do fundo dedicado aos activos imobiliários.

Este processo deverá cair de imediato se o investidor que fechar a compra do banco pretenda adquirir também este veículo. Se o futuro dono do Banif não estiver interessado nos activos imobiliários, a operação de venda do fundo prosseguirá nas próximas semanas. O próximo passo deverá ser a selecção de um grupo mais restrito de potenciais interessados que serão convidados a apresentar ofertas vinculativas. 

(Notícia actualizada com mais informação às 21:25)
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