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Novo Banco apresenta prejuízos de 2015 na quarta-feira

A actividade operacional do Novo Banco gerou um resultado positivo de 100 milhões mas as imparidades para cobrir créditos antigos vão contribuir para prejuízos de centenas de milhões de euros.

Bruno Simão
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2016 às 20:56
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Os resultados consolidados do Novo Banco serão conhecidos esta quarta-feira, 24 de Fevereiro. Será pelas 17:00 que Eduardo Stock das Cunha dará a cara por novos prejuízos na instituição resultante do Banco Espírito Santo mas que ainda vive os problemas daí herdados.

 

São vários os números que têm sido publicados e que dão conta de fortes perdas no Novo Banco em 2015. O Diário Económico avançou esta segunda-feira que os prejuízos deverão situar-se entre os 600 e os 700 milhões de euros, um resultado que se deve à necessidade de colocar mais dinheiro de lado para cobrir créditos por pagar, as chamadas imparidades.

 

No final da semana passada, a SIC tinha avançado que o valor do prejuízo deveria situar-se em 800 milhões de euros, adiantando que o montante se deveria aos créditos concedidos a grandes empresas que não foram devolvidos.

 

Nos primeiros seis meses do ano, o grupo Novo Banco obteve 251,9 milhões de euros de resultados líquidos negativos. Desde a resolução do BES, a 3 de Agosto de 2014 até ao final desse ano, foram registados prejuízos de 467,9 milhões de euros.

Lucro operacional acima de 100 milhões

 

Os prejuízos esperados pelo Novo Banco são números já afectados pela constituição de imparidades. Em termos operacionais, sem este impacto, o resultado é positivo, conforme já deu conta o Negócios no início de Fevereiro com base numa comunicação de Stock da Cunha aos trabalhadores. São mais de 100 milhões de euros de resultados operacionais positivos.

 

Entretanto, também já se sabe que o Novo Banco dos Açores melhorou a sua situação, ao passar de prejuízo de 2,1 milhões para um lucro de 3,9 milhões de euros.

 

As contas de 2015, mais negativas do que o esperado, foram um dos motivos para a capitalização do Novo Banco determinada a 29 de Dezembro pelo Banco de Portugal. Com a transferência de cinco séries de obrigações para o BES "mau", o regulador retirou a responsabilidade de reembolsar 1.985 milhões de euros do Novo Banco, permitindo-lhe reforçar os rácios de solidez.



 

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