Patrick Monteiro de Barros sai do ESFG convicto que desafios vão ser ultrapassados
Patrick Monteiro de Barros garantiu esta quarta-feira que deixa o conselho de administração da ESFG, holding que detém 25,1% do BES, por uma questão de disponibilidade, mas que tem uma "forte convicção" de que os desafios no grupo "vão ser ultrapassados".
Depois de ter sido comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que Patrick Monteiro de Barros renunciou ao conselho de administração da ESFG com "efeitos imediatos", o empresário emitiu esta quarta-feira, 9 de Julho, um comunicado "no sentido de evitar qualquer tipo de especulação que daí possa decorrer".
"Por razões de saúde, no último ano estive sujeito a tratamentos de grande exigência, que limitaram consideravelmente a minha disponibilidade. Essa fase foi, felizmente, ultrapassada com sucesso, mas entendo que, estando à beira dos 70 anos, este é o momento para me dedicar mais à minha família e me concentrar na atenção que devo dar à gestão das minhas empresas", esclarece o empresário.
Patrick Monteiro de Barros diz, no entanto, estar "consciente dos desafios que o Grupo Espírito Santo (GES) enfrenta", querendo, nesta altura, sublinhar "a forte convicção de que os mesmos serão ultrapassados, a bem dos accionistas, dos colaboradores e de todos quantos, ao longo do tempo, contribuíram para construir e fazer crescer um grupo empresarial que não perdeu a razão de existir".
Patrick Monteiro de Barros, um dos mais antigos aliados da família Espírito Santo, já tinha abandonado a administração do Espírito Santo International, holding de topo do GES.
No dia 24 de Junho, a ESFG revelou que José Maria Ricciardi também renunciou ao cargo de administrador da holding "com efeitos imediatos". No mesmo comunicado a ESFG informava que um outro administrador, Jackson Behr Gilbert, advogado em Miami, se reformou.
Monteiro de Barros deverá ser eleito para o conselho estratégico, que será presidido por Ricardo Salgado. Sem poder de decisão, este comité terá como missão assistir o conselho de administração na definição da estratégia societária, tal como o revelado no dia 20 de Junho pelo BES em comunicado.
O conselho, que vai dar pareceres não vinculativos, pode ter um máximo de 13 elementos.