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Reforma de Mário Centeno feita através do fundo de pensões do Banco de Portugal

Existem dois fundos de pensões fechados do banco central, um para os trabalhadores que entraram até março de 2009 e outro constituído em 2010.

Álvaro Santos Pereira e Mário Centeno
Álvaro Santos Pereira e Mário Centeno Mariline Alves / Medialivre
14:56

O ex-governador Mário Centeno vai sair do Banco de Portugal (BdP) através do regime de aposentação ao abrigo do fundo de pensões existente no banco central, disse esta segunda-feira fonte oficial da instituição à Lusa.

"O Conselho de Administração do Banco de Portugal aprovou os termos de saída do Professor Mário Centeno, acordada entre as partes no quadro do regime de aposentação ao abrigo do fundo de pensões existente no Banco de Portugal para trabalhadores admitidos até março de 2009", indicou fonte oficial à Lusa.

A saída de Centeno foi noticiada pelo Jornal Eco, na passada sexta-feira, dando conta de que

Segundo a informação disponível na página da Sociedade Gestora dos Fundos de Pensões do BdP, existem dois fundos de pensões fechados do banco central, um para os trabalhadores que entraram até março de 2009 e outro constituído em 2010.

O fundo para os trabalhadores que entraram até março de 2009, como é o caso de Mário Centeno, "assegura o pagamento de pensões de reforma, de pensões de sobrevivência e de subsídios por morte aos trabalhadores admitidos no Banco de Portugal até 2 de março de 2009 e o pagamento dos encargos do Banco de Portugal com contribuições pós-emprego para o Serviço de Assistência Médico-Social (SAMS) respeitante à totalidade dos trabalhadores".

De acordo com esta página, este fundo, que "é constituído por um património autónomo e exclusivamente afeto ao cumprimento das responsabilidades assumidas pelo Banco de Portugal relativas ao Plano de Pensões e ao Plano de Saúde", conta com cerca de 1.700 participantes e 2.600 beneficiários.

Mário Centeno foi governador do BdP entre 2020 e 2025, mas tinha já trabalhado na instituição enquanto economista a partir de 2000, foi diretor-adjunto do Departamento de Estudos Económicos de 2004 a 2013 e consultor do Conselho de Administração do BdP entre dezembro de 2013 e novembro de 2015.

O Chega anunciou este domingo que iria chamar ao parlamento o atual governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, para explicar a reforma de Mário Centeno, com o que apelidou de "benefícios escandalosos". O presidente do partido, André Ventura, disse ter existido um "acordo escondido".

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