Mário Centeno abandona Banco de Portugal e passa à reforma
O antigo ministro reforma-se aos 59 anos e depois de ter sido governador daquela instituição entre 2020 e 2025.
Mário Centeno, de 59 anos, vai abandonar o Banco de Portugal e passar à reforma, depois de ter assinado esta semana um acordo com o banco, avança o jornal Eco.
Depois de 20 anos a trabalhar para o Banco de Portugal e de cumprir um mandato de cinco anos (entre 2020 e 2025) como governador da instituição, Centeno passou a consultor da instituição o ano passado.
A proposta para a reforma do ex-governador terá partido do Banco de Portugal, uma vez que Centeno cumpria já as condições para acesso à reforma, e sido aceite pelo próprio. Mário Centeno deverá dedicar-se agora ao ensino universitário — primeiro como professor convidado na Universidade de Miami e depois no ISEG, em Lisboa, onde já é professor.
Mário Centeno foi ministro das Finanças entre 2015 e 2020, nos governos de António Costa, depois de uma carreira como economista no Banco de Portugal, Conselho Superior de Estatística e Comissão Europeia.
Entrou no Banco de Portugal como governador entre 2020 e foi sucedido por Álvaro Santos Pereira, por iniciativa do Ministério das Finanças. Na altura explicou que ia continuar na instituição como consultor: “Sou funcionário do banco há 35 anos. Tenho uma carreira no banco, que tem regras muito claras sobre o que trabalhadores ocupam e fazem depois de saírem do conselho de administração”, disse em setembro numa audiência parlamentar. Mas a sua comissão de serviço termina passado um ano.
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