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Salgado não queria "vantagens estranhas" de reuniões com Passos, Maria Luís, Moedas e Barroso

Ricardo Salgado, juntamente com José Manuel Espírito Santo e José Honório, reuniu-se com responsáveis políticos portugueses para avisar de risco sistémico de eventual falência do ramo não financeiro do GES.

Ricardo Salgado Parlamento
Ricardo Salgado Parlamento Bruno Simão/Negócios
09 de Dezembro de 2014 às 14:34

Ricardo Salgado reuniu-se com o primeiro-ministro Passos Coelho, a ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, o secretário de Estado Carlos Moedas e ainda o presidente da Comissão Europeia Durão Barroso. Mas desses encontros não quis extrair "vantagens estranhas".

"Não tinha nenhuma finalidade de obter vantagens estranhas, promíscuas", garantiu Ricardo Salgado à deputada bloquista Mariana Mortágua, na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

"O que foi feito foi comunicar ao Governo pela última vez a eventualidade de risco sistémico e a necessidade de obter um apoio intercalar para poder refinanciar a área não financeira", acrescentou o responsável do banco até Junho de 2014.

Essa indicação foi dada a quatro pessoas em reuniões que contavam com Salgado mas também com José Honório, consultor do GES, e José Manuel Espírito Santo, aliado do banqueiro.

A 2 de Maio de 2014, houve uma reunião com Moedas, "um financeiro muito inteligente". "Compreendeu a situação, mas julgo que não fez absolutamente nada". Porque se encontrou com o então secretário de Estado? "Porque tivemos oportunidade de falar com ele".

A 14 de Maio, o encontro foi com Maria Luís Albuquerque e no dia 20 do mesmo mês com o primeiro-ministro. Foi a estes que foi pedido directamente um empréstimo a cinco anos de 2,5 mil milhões de euros para o GES – que evitaria a derrocada do ramo não financeiro e as suas implicações no banco. "Infelizmente, o primeiro-ministro recusou e comunicou na imprensa a recusa de qualquer apoio ao grupo", lamentou Salgado.

Salgado não se relembra da data em que se encontrou com Durão Barroso, garantindo apenas que não foi em Bruxelas.

Que consequências dos encontros? "Acho que ouviram, compreenderam mas que era preciso falar com o Governo". 

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