Banca & Finanças Unicredit contrata bancos de olhos postos na compra do Commerzbank

Unicredit contrata bancos de olhos postos na compra do Commerzbank

A agência Reuters avança que o banco italiano UniCredit mantém interesse na aquisição do alemão Commerzbank e já terá mesmo contratado consultores da banca de investimentos para apoiarem uma eventual investida.
Unicredit contrata bancos de olhos postos na compra do Commerzbank
Bloomberg
David Santiago 14 de maio de 2019 às 16:22

O UniCredit poderá estar em vias de avançar para uma proposta de aquisição do germânico Commerzbank. Segundo a informação avançada pela agência Reuters, o banco italiano acelerou a preparação para uma potencial proposta, tendo já contratado bancos e assessores ligados à banca de investimentos para apoiarem o processo.

A agência noticiosa acrescenta que entre os elementos contratados para assessorar a operação está um antigo governante alemão. Trata-se de Joerg Asmussen, antigo vice-ministro alemão das Finanças. Entre os bancos contratados está o JPMorgan e o Lazard.

Desde que a notícia foi conhecida, as ações do UniCredit passaram a negociar em queda, seguindo nesta altura a desvalorizar 2,13% para 10,662 euros. Já as ações do Commerzbank somam quase 5% para negociarem nos 7,762 euros.

Já não é a primeira vez que surgem notícias acerca do eventual interesse do UniCredit na compra do Commerzbank, o que mostra a aparente vontade do banco transalpino em apostar no mercado alemão e diversificar face a um mercado interno que atravessa dificuldades.

O italiano Il Sole 24 Ore recorda que, no passado recente, o UniCredit já ponderou fundir o HVB (instituição controlada pelo banco italiano) com o Commerzbank, o que permitiria ao banco transalpino continuar cotado na bolsa de Milão e controlar uma parcela significativa da futura HvB-Commerz, cujos títulos seriam negociados em Frankfurt.

Para já não se sabe se o UniCredit poderá avançar para uma proposta concreta no imediato ou se continuará na expectativa acerca da conclusão da fusão entre o Commerzbank e Deutsche Bank que foi posta em cima da mesa e que tem o apoio do ministro germânico das Finanças, Olaf Scholz.




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